Svetlana Alexievich torna a dar voz aos que não estavam destinados a ficar na História, assumindo-se como uma “historiadora” do que não deixa vestígios.

  • Svetlana Alexievich torna a dar voz aos que não estavam destinados a ficar na História, assumindo-se como uma “historiadora” do que não deixa vestígios.

  • Júlio de Almeida foi e é do MPLA. Mas está desiludido. E vai daí agarrou-se à ficção para com as armas da literatura se entregar a um ajuste de contas com a realidade.

  • Um livro com humor, orgulho da mata e esperança, escrito por um homem cuja voz chegou a ser omnipresente em Angola – o comandante Juju. O antigo porta-voz das FAPLA, é hoje simplesmente Júlio de Almeida, integrante da geração da utopia que ficciona algum do seu desencanto sem cair na amargura.

  • South And West: From a Notebook recupera notas de uma viagem a Sul da escritora Joan Didion, em 1970, para tentar entender o que era a América. Mais de quatro décadas depois, no Sul continua a prevalecer preconceito, segregação, conservadorismo. O Sul resiste ao contágio da Costa Leste.

  • Na segunda de sete peças do ciclo iniciado em 2016, Cláudia Dias vai buscar o título ao Manifesto Comunista e centra o discurso sobre os refugiados num recuo histórico que a leva à Palestina. Terça-Feira: Tudo o que É Sólido Dissolve-se no Ar estreia-se esta semana no Teatro Maria Matos.

  • Depois de se ter fixado a ideia de “pós-democracia”, é tempo de nos irmos habituando ao conceito de “transdemocracia”, para pensar a relação mais do que tumultuosa entre a tecnologia e a política.

  • La Posibilidad que Desaparece Frente al Paisaje é um exemplo perfeito do teatro com olhar coreográfico dos catalães El Conde de Torrefiel. Peça contemplativa para destapar indícios de uma guerra contemporânea.

  • Wolf Eyes, trio de Michigan, apostam mais na sugestão do que no ataque. Actuam quarta-feira na ZDB, em Lisboa.

  • Os relatos de Em Viagem pela Europa de Leste são um testemunho imprescindível, não só para compreender a história do século XX, mas também para confirmar a genialidade de Márquez.

  • O aguardadíssimo primeiro álbum do músico de Setúbal é uma obra pujante e indomesticável. Confirma-se um amor sem fronteiras, uma criação que vai beber a pontos tão próximos e distantes como o rock, o fado e o semba, o R&B ou a balada pop acústica.