Os África Negra foram das maiores estrelas da música nascida nos países de expressão portuguesa. Em 1987 desmembraram-se e desde então actuam irregularmente. Mas quarta-feira, em Sines, e dia 31, no B. Leza, em Lisboa, regressam com as suas duas maiores estrelas na formação.

Dois concertos do Festival Internacional de Música de Espinho demonstraram duas concepções distintas da música instrumental do século XIX e da primeira metade do século XX: a espectacularidade concertante por François Leleux e o intimismo da música de câmara por Alexander Kniazev e Giovanni Bellucci.

Como era esperado, os dois primeiros dias de Festival Músicas do Mundo, em Porto Covo, ficarão na memória pela magnífica sessão de encontro entre a cultura persa e a anatoliana, vinda de Kayhan Kalhor e Erdal Erzincan. Dois instrumentos de cordas em diálogo, capazes de calar uma larga parte do largo principal.