Oito filmes de produção portuguesa em Berlim 2016, que inaugura dia 11 – quatro longas-metragens, quatro curtas. Coisa nunca vista para uma cinematografia que, costumando estar no radar dos festivais está permanentemente no fio da navalha da subsistência. O que mudou?

Ana Quintans, a soprano portuguesa com mais brilho nos palcos da música barroca, protagoniza um CD dedicado a Albinoni e reencontra o contratenor Carlos Mena e o maestro Marcos Magalhães em concerto e numa gravação dedicada à serenata Il Trionfo d’Amore de Francisco António de Almeida.

Uma estreia emotiva do Concerto para violino de Pinho Vargas foi acompanhada por uma revisitação muito conseguida da Nona de Beethoven.

O primor técnico e a capacidade expressiva de Kholodenko ficaram patentes neste concerto, no entanto faltou maior arrebatamento expressivo em algumas das páginas de Schumann e de Scriabin.

Com Osso, Rui Zink termina a tetralogia que dedicou à crise actual. Um livro em forma de diálogo que usa o humor para dissecar a fragilidade do presente. É uma farsa construída com o mínimo de recursos.