Em BOMBYX MORI, encantatória e desconcertante proposta coreográfica, Ola Maciejewska encapsula diversas considerações artístico-discursivas que promovem ligações improváveis entre o sujeito humano e a matéria.

A obra de Jonathan Saldanha destaca-se por operar nessa partição política do sensível que confere voz a alguns destes negativos: o da linguagem, através de elementos pré-linguísticos, e o do humano, evidenciando a matéria não-humana, e instaurando no espaço-entre uma ética por vir.

Em Celui qui Tombe , Yoann Bourgeois coloca seis corpos sobre uma plataforma giratória e elevatória com uma instrução simples: tentarem manter-se de pé. Um propósito simples que oferece um espectáculo belíssimo, pleno de sugestões, que encerra os Dias da Dança e segue para o FIMFA.

O Poço é um passo em frente nas tentativas de Jonathan Uliel Saldanha em atravessar a matéria e desvendar o intangível. Objecto híbrido entre a física, o som e o gesto - sábado, Rivoli, Porto, na recta final do Festival DDD – Dias da Dança.

O espectáculo do coreógrafo francês Rachid Ouramdane apresentado este sábado no Teatro Constantino Nery, Matosinhos, em mais um capítulo do Festival DDD – Dias da Dança, é uma dança de partilha centrada nas particularidades de duas mulheres.

Na peça BiT , a coreógrafa francesa Maguy Marin serve-se de alguns clichés que fragilizam a peça pela sua redundância e literalidade.