É verdade, a música de Ry Cooder já não se ouve como em 1984, mas as histórias não desapareceram. E esta reposição vem lembrar-nos isso. Que as perdas e os reencontros, os desenlaçamentos e as reconciliações ainda são deste mundo. Como foi e é este cinema.

Todos já ouviram a slide guitar de Ry Cooder mesmo que não tenham visto Paris, Texas, história de uma errância para concertar uma harmonia familiar. Foi a odisseia de Wenders, até se harmonizar com a América. Ry Cooder pode não ouvir-se hoje como em 1984. Mas é filme do nosso mundo.