Prestes a assumir o lugar de director do Teatro Nacional D. Maria II, Tiago Rodrigues estreia António e Cleópatra, uma reescrita da peça de Shakespeare pensada à medida de Sofia Dias e Vítor Roriz. Um texto sobre o amor, sim, mas sobretudo sobre o olhar alheio a que o amor convida.

Prestes a assumir o lugar de director do Teatro Nacional D. Maria II, Tiago Rodrigues estreia António e Cleópatra, uma reescrita da peça de Shakespeare pensada à medida de Sofia Dias e Vítor Roriz. Um texto sobre o amor, sim, mas sobretudo sobre o olhar alheio a que o amor convida.

Este espectáculo é composto por uma sequência de quadros, uns mais sérios, outros mais cómicos, que, juntos, tecem um comentário aos quase cinquenta anos de luta entre utopias que vão do fim da Comuna de Paris, em 1871, ao começo da primeira grande guerra, em 1914.

Na sua segunda colaboração, Miguel Loureiro e André Guedes rumam com os deportados da Comuna de Paris, em 1871, para a Nova Caledónia. Nova, Caledónia estreia-se esta quarta-feira na Culturgest, em Lisboa, e vive do paradoxo entre um local paradisíaco e uma colónia penal.

Sofia Dinger pegou nas palavras escritas de Jean Renoir e montou uma peça que é, ao mesmo tempo, a construção do cineasta à sua semelhança. A Grande Ilusão, em estreia no festival Temps d’Images, funciona como uma manipulação mútua.

Propondo-se recriar uma misteriosa e suspeita experiência levada a cabo em 1974, Ana Borralho e João Galante convocam o público para um teste de variadas leituras. Por exemplo: o que significa a liberdade e até onde a voz de comando obriga à obediência.

Recibos verdes, ataques de pânico, um contrato agora, outro daqui a seis meses: Não dá trabalho nenhum, o novo espectáculo do Teatro Experimental do Porto, é a dura realidade, muito para lá da metáfora, de ser actor em Portugal em 2014.

Este Museu é feito de sete palestras, sobre a ditadura, a revolução e o processo revolucionário, que abrangem mais de 80 anos de história, em cerca de quatro horas e meia, e que passam num piscar de olhos. Essa é uma das principais qualidades do espectáculo: dobrar e desdobrar o tempo, como se fosse maleável, para pôr a história à escala dos indivíduos, não dos heróis nem dos vencedores, mas de todo e qualquer um.

Para comemorar os seus 25 anos, o Teatro da Garagem imaginou um espectáculo inspirado pelas regras das redes sociais. Em Teatro Twitter, o passado e o presente da companhia encontram-se numa cascata.

Começa na Suíça que Portugal queria ser quando fosse grande, acaba no país que sobrou de uma ditadura, uma guerra, uma revolução e uma “normalização” democrática. Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas, do Teatro do Vestido, é o passado a fazer-se presente para a geração que só chegou no fim da festa, pá, e que 40 anos depois decide ficar acordada até tarde a falar sobre esse e outros assuntos.

Pode dizer-se de Moby Dick, a obra publicada em 1851, que é baseada em factos verídicos. Foram encontrados, até, em 2010, os restos do navio-baleeiro (o Essex), abalroado por uma baleia branca, cujo naufrágio terá inspirado Melville.