Mickaël de Oliveira e Nuno M. Cardoso pegaram numa mãe e numa filha, enfiaram-nas dentro de uma casa e puseram-nas a planear assassinar um presidente e fugir para a Noruega. Mas em Oslo – Fuck them All and Everythig Will Be Wonderful só contam o grotesco e a ausência de amor.

Na nova cinematografia de Oliveira, o gesto de mostrar jamais deixa que o captado seja percebido ilusoriamente pelo espectador como a coisa em si.

Mariano Pensotti admite que as nossas vidas sirvam apenas para imitar a ficção: talvez estejamos condenados a repetir o que lemos em livros e vimos em filmes, condenados a dar posteridade à ilusão. Foi o que fez em El Pasado Es Un Animal Grotesco e Cineastas, as peças com que este dramaturgo e encenador argentino se estreia agora em Portugal.

Maria João Luís é, por estes dias, Alexandra del Lago, estrela do cinema caída em decadência, enfiada num túnel escuro do qual não se vê sair. Doce Pássaro da Juventude, texto de Tennessee Williams debruçado sobre um tempo que teima em escapar, encontra no São Luiz uma actriz em estado de graça.

O actor americano está a despedir-se do teatro londrino, que dirige há uma década, com a peça Clarence Darrow, na qual veste a pele de um lendário advogado e activista dos direitos civis.