Este Pílades é uma produção dos dois teatros nacionais, São João e Dona Maria II, três se concordarmos com a opinião que a Cornucópia é o verdadeiro teatro nacional. Teatro mais oficial não há

Nove dias em Setembro para mostrar teatro, mas também para olhar o destino colectivo do Brasil nos Olhos. No Mirada - Festival Ibero-americano de Artes Cénicas houve política, dúvida e perguntas sobre a democracia brasileira.

Quim Barreiros, Nel Monteiro, Mónica Sintra ou Ágata são levados para terras da canção jazz ou pop/rock por Bruno Nogueira e Manuela Azevedo. Deixem o Pimba em Paz, depois de várias datas pelo país, apresenta-se quinta e sábado nos Coliseus de Lisboa e Porto. Sem querer salvar ou crucificar a chamada música pimba.

O Teatro Nacional de S. João estreia hoje Pílades, de Pier Paolo Pasolini, numa encenação de Luís Miguel Cintra. Pasolini recuperou Ésquilo para falar da Itália do pós-guerra. O encenador da Cornucópia recorre a Pasolini para falar do Portugal de hoje.

Faz um longo caminho, esta parte de Lisboa: dos pátios do povo às escadas do poder, das ruas estreitas onde viveu e morreu uma geração de imigrantes cabo-verdianos aos condomínios fechados da nova gentrificação. Pelo terceiro ano consecutivo, o Festival TODOS – Caminhada de Culturas aventura-se Rua de São Bento abaixo, exibindo uma cidade que ainda não está totalmente no mapa.