A partir de quinta-feira, Cântico toma conta do Animatógrafo do Rossio, em Lisboa, invertendo o sentido do desejo. Dentro da cabine, o espectador será convidado não tanto a desejar quanto a ser confrontado com o desejo de quatro mulheres.

Este espectáculo de teatro tem a forma de uma conferência, parte de um ciclo intitulado A Grande Dívida, do qual foram já apresentadas A Sagração da Primavera Escondida e A Exaustão da Confiança, no Festival Verão Azul, em Lagos; A Grande Ilusão (de Sofia Dinger), A Rosa e o Sino, e Conquista de Ceuta, neste mesmo Temps d’Images.

Este espectáculo, estreado em 2012 nas Caldas da Rainha, é composto por três breves textos escritos por Martin Crimp no começo do século — Quatro Pensamentos Indesejados (2004), Contra a Parede (2002) e Menos Emergências (2001), por esta ordem — que reflectem sobre as possibilidades do autor dramático preparar, através do guião, uma cena teatral capaz de dar conta da realidade lá fora e da realidade em palco, isto é, que recrie no teatro a espontaneidade da vida, e não seja apenas mais um bloco pré-fabricado.

No conjunto das quatro encenações de Nuno Cardoso deste ano, esta produção ficaria fora do pódio. Ainda assim, tanto as interpretações como a realização plástica são acima da média.

Será sensato apostar em tudo o que é genuinamente português e que tenha provado bem ao longo dos séculos.

A revolução surgiu vezes sem conta este ano no teatro português. Mas não foi apenas o tema de vários espectáculos: o teatro português está a trocar o discurso pelos gestos, as palavras pelas acções, os efeitos pelos afectos.

Diz que a música que faz é um folk de outro planeta. Compositora, cantora, coreógrafa, bailarina, artista plástica, realizadora, Meredith Monk cruza todas as artes desafiando convenções e modas. Foi inspiração para Merce Cunningham, Godard ou Björk. Tem 72 anos e não quer parar.

Na última semana, os serões na Sé Catedral do Porto foram, para profissionais e amadores, local de ensaio de teatro e de música. Esta segunda-feira à noite, o emblemático espaço da cidade regressa ao século XII para contar aos portuenses a restauração da diocese, uma história que muito diz sobre a nossa nacionalidade.

Segunda proposta de uma série de espectáculos colaborativos da Mala Voadora a partir da ideia de paraíso, leva para palco a carpinteiragem de um idílio em conjunto com os ingleses Third Angel. A possibilidade de consenso, entre duas pessoas ou entre duas companhias teatrais, está sempre em discussão.