Mais de um ano depois de começarem a trabalhar sobre Shakespeare, os alunos de uma escola do bairro lisboeta estreiam Anatomia de Otelo no Teatro da Trindade. Cristina Carvalhal dirige esta peça em que os actores se procuram a si mesmos.

Recuperando o exemplo do projecto revolucionário das Clarissas de Udine no século XVI, Marta Cuscunà conta no Teatro São Luiz a utopia de uma sociedade sem subalternização feminina. Mostrando como o feminismo não é ideia nova, mas também não é ideia gasta.

O que Vladimir Pankov fez com os 16 milhões de mortos da Grande Guerra? Muito barulho, e três minutos de silêncio. É um espectáculo total, esta jam session russa que agora visita o Porto. Preparemos as máscaras de gás.

Final do Amor, peça sensação de Pascal Rambert no Festival de Avignon de 2011, chega à Culturgest, em Lisboa, pela mão de Victor de Oliveira. Em palco, um homem e uma mulher socam-se com palavras e fazem da linguagem uma arma tremenda.

O mundo está a mudar, e a Galiza também. Pelo segundo ano, o Escenas do Cambio – Festival de Inverno de Teatro, Danza e Arte en Acción força uma região periférica e conservadora a acertar a sua agenda com a da criação contemporânea, lá onde ela se mostra mais política – Portugal incluído.

Albano Jerónimo é Valmont e Lígia Roque é Merteuil – desde ontem, os dois envelhecem à nossa frente dentro do bunker maligno onde Heiner Müller prolongou artificialmente a vida dos dois protagonistas de Ligações Perigosas. E onde o sexo faz apodrecer, como uma doença terminal.

Este sábado, o Rivoli celebra o 84.º aniversário. Mas é como se fosse o primeiro. Há um circuito de artes performativas que ficou efervescente com o reactivar do Teatro Municipal do Porto, e uma cidade que ainda se está a tentar adaptar – mas que quer continuar a festa.

O director do Ao Cabo Teatro regressa como actor a Subterrâneo, 20 anos depois. É o início de uma série de trabalhos com outros criadores em que o veremos pensar a sua carreira. Agora com encenação de Luís Araújo. Nos próximos tempos com Meg Stewart, Paulo Ribeiro ou Àlex Rigola.

Agarrados à primeira infância, Miguel Castro Caldas, Pedro Gil e Raquel Castro colocam-se na posição de olhar para uma criança e tentam recriar o mundo doméstico em que a sua vida decorre. A casa de Terreno Selvagem é um lugar de culpa, de medo e, sobretudo, de protecção.

É a primeira estreia absoluta do ano para o Teatro Nacional São João: Dos Mundos Interiores, de Luís Mestre, chega ao Mosteiro de São Bento da Vitória esta sexta-feira.