Daniel Moreira: “A arte é a esfera máxima de liberdade”

Em A Madrugada, o compositor parte da poesia de Sophia numa homenagem à história de resistência do avô para celebrar os 50 anos de liberdade. Estreia mundial esta sexta-feira na Casa da Música

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Daniel Moreira. N’A Madrugada, memória familiar e memória pessoal entrelaçam-se com referências históricas, reverberando o antes e depois do fim da ditadura Nelson Garrido
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Nascido no Porto, nove anos depois da Revolução dos Cravos, Daniel Moreira não viveu a madrugada do “dia inicial inteiro e limpo”. Mas escutou, sobre esse momento fundacional e sobre o anterior “tempo de silêncio e de mordaça”, várias histórias contadas pela família: o avô do compositor, comunista na clandestinidade, foi torturado pelo Estado Novo. O pai, em 1974, preparava-se “para fugir do país por causa da Guerra Colonial. Se não fosse a revolução, provavelmente não teria conhecido a minha mãe e eu não teria nascido”, escreve na nota de programa.

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