• D’este viver aqui neste papel descripto: Cartas da Guerra compila as cartas que um alferes de 28 anos, destacado para Angola, escreveu à mulher. A voz de um namorado, pai e escritor em construção, hoje o autor António Lobo Antunes, tornada personagem colectiva num filme em rodagem.

  • Roy Andersson pode ser, à sua maneira, excelente, mas depois de vermos os filmes ficamos com vontade de ir ao cinema.

  • De entre as antigas repúblicas soviéticas a Geórgia era das que tinha uma tradição cinematográfica mais rica; este filme, mesmo na sua menoridade, mostra que talvez isso ainda não se tenha perdido.

  • Quando Schwarzie diz “I’ll back” parece dizê-lo com o tom maçado de quem não acredita que trinta anos depois a line ainda possa funcionar.

  • Acolhe-se com alívio o final do massacre de música má e coreografias deslavadas.

  • Uma interessante adenda britânica aos filmes sobre a “guerra contra o terrorismo”.

  • Charlie Chaplin morreu no Natal de 1977 e dias depois o seu caixão foi desenterrado da sepultura. O clown autoriza que o roubem e que o profanem de novo.