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A arte do blend

24 de abril de 2021
22:00

A tradição da vinha e do vinho em Portugal assenta no lote, na mistura, no blend. Durante séculos, essa mistura foi feita na vinha. A partir da segunda metade do século XX, com a plantação dos vinhedos em talhões, cada qual com a sua casta, passou a ser feita na adega e na sala de provas. Actualmente, apesar de serem comuns vinhos brancos, rosados e tintos elaborados a partir de uma variedade, a esmagadora maioria dos vinhos portugueses continua a ser feita a partir da mistura de vinhos de castas diferentes. Há variedades de uva que se mostram excelentes a solo. Outras, apesar de raramente aparecerem sozinhas numa garrafa, são praticamente imprescindíveis no lote. Misturar os vinhos de diferentes castas de forma a obter um produto final mais equilibrado é uma verdadeira arte. A ideia é aproveitar as melhores qualidades de cada variedade e, acima de tudo, conseguir uma perfeita complementaridade entre elas. Syrah com Trincadeira e Tannat? Aí está uma combinação arrojada e diferente, na Península de Setúbal. Mas podemos ir para os clássicos: Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz é um bom exemplo de lote do Dão. E se for Alicante Bouschet e Aragonez? Alentejo, é claro. Já Touriga Nacional e Touriga Franca representam a essência do Douro moderno. O objectivo é sempre o mesmo: conseguir que o todo seja maior do que a soma das partes. Nesta prova exclusiva do Portugal à Prova, provamos os vinhos FSF tinto 2015, Quinta dos Aciprestes Grande Reserva tinto 2015, Cartuxa Reserva tinto 2016 e Taboadella Grande Villae tinto 2018.

  • Prova por
  • Luís Lopes

    Luís Lopes

    Jornalista, fundador e director da revista Grandes Escolhas

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