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Alicante Bouschet, garra e carácter

25 de abril de 2021
18:00

Quando, em meados do século XIX, os franceses Louis e Henri Bouschet, pai e filho, criaram a casta Alicante Bouschet, estariam certamente muito longe de pensar que, não muito tempo depois, a variedade estaria instalada em Portugal. E menos ainda, que fosse nesse mesmo país, pequeno, periférico e, à época, de notoriedade vinícola residual quando comparado com a majestosa e famosíssima França, que a casta por eles criada viesse a mostrar o seu melhor desempenho e a alcançar o seu máximo potencial. De facto, a variedade Alicante Bouschet está há bem mais de cem anos em Portugal, tendo revelado por cá qualidades que a pátria de origem nunca lhe reconheceu. Desde logo, no Alentejo, onde tem maior expressão e onde está há mais tempo. Mas também em regiões tão diferentes quanto Lisboa, Tejo, Setúbal, Douro ou Trás-os-Montes. Para mostrar todo o seu valor, porém, precisa de ser trabalhada com rédea curta. Quando plantada no local certo e domada por quem sabe do ofício, revela-se em alguns dos vinhos tintos mais impactantes, mais personalizados, mais intensos, e mais longevos que Portugal é capaz de produzir. Nesta prova exclusiva do Portugal à Prova, provamos os vinhos Palácio dos Távoras Vinhas Velhas Alicante Bouschet tinto 2017, Furtiva Lágrima tinto 2017, 1836 Companhia das Lezirias Grande Reserva tinto 2016 e Mouchão tinto 2014.

  • Prova por
  • Luís Lopes

    Luís Lopes

    Jornalista, fundador e director da revista Grandes Escolhas

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