O grande ano de 2017 na região de Lisboa

25 de abril de 2021
18:00

Estima-se que em exploração se encontrem cerca de 30.750 hectares de vinha e, em terroirs, a região de Lisboa divide-se em nove sub-regiões DOC, de Carcavelos e Colares, mais a Sul, até Óbidos e Encosta de Aire a Norte. Tem vindo a potenciar como poucas o recente êxito português e o seu clima ameno, bastante fresco para a média nacional, sobretudo nas zonas costeiras, tem levado a uma aposta em vinhos modernos, com acidez natural revigorante e clara marca atlântica. Na região, soube-se aproveitar a boa produção dos solos, garantindo que os preços dos vinhos se mantivessem competitivos, e a diversidade de castas permitidas em cada sub-região DOC levou à introdução bem sucedida de novas variedades. Nos brancos, a omnipresente Arinto, a tradicional Vital, mas também as francesas Chardonnay e Sauvignon Blanc, e as novas estrelas Alvarinho e Viosinho, cuja área de plantação não tem parado de crescer. Nos tintos, as tradicionais Castelão, Tinta Roriz e Tinta Miúda viram chegar Cadaloc, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet com bons resultados, Touriga Nacional e Syrah podem produzir óptima qualidade nos locais certos. A vindima de 2017, resultante de um Verão quente e seco, foi particularmente favorável ao clima atlântico de Lisboa, onde as temperaturas foram mais moderadas e com noites frescas, possibilitando assim uma maturação mais lenta das uvas. Resultado: vinhos que conjugam concentração e intensidade com um excelente equilíbrio de acidez e grande frescura de conjunto. Neste evento do Portugal à Prova, provamos os vinhos CH by Chocapalha branco 2017, Quinta Nogueira Reserva tinto 2017 e Ramilo Vinhas Velhas tinto 2017.

  • Prova por
  • António Ventura

    António Ventura

    Enólogo consultor em várias regiões vitivinícolas e administrador em várias empresas do setor

  • Moderação
  • Edgardo Pacheco

    Edgardo Pacheco

    Jornalista, escreve sobre alimentação há quase 20 anos

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