Pivô-estrela da CNN anuncia que foi pai recorrendo à gestação de substituição

Anderson Cooper anunciou a boa-nova em directo: “Estou eternamente grato a uma extraordinária mulher que carregou o Wyatt.”

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O primeiro filho de Anderson Cooper nasceu a 27 de Abril DR/CNN
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“Como um miúdo gay, nunca pensei que viria a ser possível ter um filho”, disse Anderson Cooper Reuters/Mike Blake

O jornalista da CNN Anderson Cooper informou o mundo que, na última segunda-feira, 27 de Abril, tinha sido pai de um rapaz: Wyatt Morgan Cooper. “Como um miúdo gay, nunca pensei que viria a ser possível ter um filho”, desabafou o pivô que, em 2012, divulgou publicamente o facto de ser homossexual.

Cooper, de 52 anos, adiantou as razões de escolha do nome: “Ele tem o nome do meu pai, que morreu quanto eu tinha dez anos”, frisando que espera “ser tão bom pai como ele o foi”. Já sobre o segundo nome, o jornalista explica ser um nome de família da parte da mãe, a socialite Gloria Vanderbilt, que morreu há quase um ano: “Sei que a minha mãe e o meu pai gostavam do nome Morgan porque recentemente encontrei uma lista que fizeram há 52 anos quando estavam a tentar pensar em nomes para mim”.

Anderson Cooper explicou que o seu filho é fruto de uma gestação de substituição, manifestando a sua gratidão pela mulher que engravidou do seu filho — “Estou eternamente grato a uma extraordinária mulher que carregou o Wyatt, que cuidou dele, com amor e carinho, e que o deu à luz” — e à família desta, dando a entender que a relação não se extinguiu com o nascimento do rapaz. “A minha gestante de substituição tem uma família linda, um marido que a apoia (...), tem filhos seus”, descreveu. “A minha família é abençoada por termos esta família nas nossas vidas.”

Nos Estados Unidos, a gestação de substituição não só é legal, como obriga a um contrato no qual pode também ser previsto um montante pago por quem contrata a mulher que cede a utilização do seu corpo — os valores atingem as centenas de milhares de euros.

O processo obriga a que a futura portadora faça um tratamento hormonal de seis semanas para receber o embrião e só depois se faz a introdução deste no útero. 

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I want to share with you some joyful news. On Monday, I became a father. This is Wyatt Cooper. He is three days old. He is named after my father, who died when I was ten. I hope I can be as good a dad as he was. My son's middle name is Morgan. It's a family name on my mom's side. I know my mom and dad liked the name morgan because I recently found a list they made 52 years ago when they were trying to think of names for me. Wyatt Morgan Cooper. My son. He was 7.2 lbs at birth, and he is sweet, and soft, and healthy and I am beyond happy. As a gay kid, I never thought it would be possible to have a child, and I’m grateful for all those who have paved the way, and for the doctors and nurses and everyone involved in my son's birth. Most of all, I am grateful to a remarkable surrogate who carried Wyatt, and watched over him lovingly, and tenderly, and gave birth to him. It is an extraordinary blessing - what she, and all surrogates give to families who cant have children. My surrogate has a beautiful family of her own, a wonderfully supportive husband, and kids, and I am incredibly thankful for all the support they have given Wyatt and me. My family is blessed to have this family in our lives I do wish my mom and dad and my brother, Carter, were alive to meet Wyatt, but I like to believe they can see him. I imagine them all together, arms around each other, smiling and laughing, happy to know that their love is alive in me and in Wyatt, and that our family continues.

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Entre conhecidos e famosos, Anderson Cooper não é o primeiro a optar por fazê-lo. São bem conhecidos os casos de Kim Kardashian, Nicole Kidman ou de Dwyane Wade. E nem todas o escolhem pelo mesmo motivo: há casos de pessoas que optam pela monoparentalidade, como aconteceu com três dos filhos de Cristiano Ronaldo, Cristiano Júnior e os gémeos Eva e Mateos; outras, que com problemas de infertilidade, escolhem a via da barriga de aluguer, como Sarah Jessica Parker, que já tinha um filho quando percebeu que uma segunda gravidez seria quase impossível, optando por uma de substituição da qual nasceriam as gémeas Marion e Tabitha; ou homossexuais, como Ricky Martin (vai no quarto, em conjunto com o companheiro Jwan Yosef, com quem casou em 2018).

Em Portugal, a lei sobre a alteração ao regime jurídico da gestação de substituição (aplicável apenas a casais heterossexuais ou de duas mulheres, cujos elementos femininos não tenham útero ou sofram de lesões que inviabilizem uma gravidez) foi aprovada pela Assembleia da República, a 19 de Julho de 2019, mas acabaria vetada pelo Presidente da República, dois meses depois, a seguir ao Tribunal Constitucional ter declarado, novamente, inconstitucional a norma sobre o prazo para a grávida desistir de entregar a criança.

Já em Novembro, e após as eleições legislativas, o Bloco de Esquerda manifestou vontade de voltar a colocar o assunto na agenda parlamentar, reintroduzindo a possibilidade de a grávida revogar o seu consentimento para entrega do bebé aos pais biológicos até ao momento do registo – esta revogação poderia ser feita logo na maternidade ou até 20 dias depois do nascimento em qualquer conservatória do registo civil.