PSuperior 3.0: se andas na universidade, podes ler o PÚBLICO sem restrições

Projecto financiado por mecenas oferece assinaturas do jornal a milhares de alunos finalistas ou de mestrado integrado.

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Tiago Lopes

Não há duas sem três e o PSuperior não foge à regra: a terceira vaga de assinaturas gratuitas para estudantes do ensino superior foi esta quinta-feira lançada numa cerimónia presidida pelo Presidente da República. Os alunos do último ano ou de mestrado integrado de vários cursos das universidades portuguesas podem assim inscrever-se nesta iniciativa de literacia mediática que, com esta nova edição, vai ultrapassar a barreira das 20 mil assinaturas concedidas.

O mecanismo é simples: o PÚBLICO celebrou uma parceria com uma rede de mecenas (Bial, Fidelidade, Fuel, Fundação José Neves, Google, Mediabrands, NTT Data e Porto Editora) que financiam as assinaturas. Depois, basta o registo na página do PSuperior para que os estudantes elegíveis passem a ser titulares de uma assinatura do jornal. Com esta assinatura, podem então ler sem restrições todas as notícias, reportagens ou textos de opinião do PÚBLICO. Podem também aceder às newsletters exclusivas e a todas as propostas reservadas aos assinantes.

Dizer que o PSuperior é um programa de literacia mediática requer explicação. O lema do projecto, “Faz da Verdade a Tua Opinião”, ajuda a perceber o seu propósito. No fundo, é proporcionar aos estudantes universitários uma via de acesso ao jornalismo. Porque, ao contrário da informação que por vezes circula nas redes sociais ou na internet, o jornalismo exige o cumprimento de regras técnicas e deontológicas que não toleram a desinformação ou a manipulação da informação – mas a literacia mediática implica também uma leitura crítica dos jornais.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lembrou na sessão de apresentação da nova edição do programa que a informação dos universitários não se deve circunscrever “à matéria do curso”. Porque, “para a sua posição enquanto cidadãos, é essencial que haja comunicação social”. “Este projecto é um meio de fazer a ponte entre a comunicação social e aqueles que podem mudar o futuro do país”, disse o Presidente sobre o PSuperior.

A defesa dos valores da cidadania, da democracia e dos direitos fundamentais é também uma razão invocada pelos mecenas. “O populismo e o radicalismo nascem da desinformação, da ignorância e da indiferença”, disse a propósito Jorge Magalhães Correia, presidente do Conselho de Administração da Fidelidade. Falando sobre os jovens profissionais que o grupo contrata, Jorge Magalhães Correia afirmou: “Não queremos que sejam apenas excelentes técnicos; queremos que sejam excelentes cidadãos.” O jornalismo é um ingrediente decisivo para esse propósito.

Para a Google, o combate às fake news e aos conteúdos manipuladores que potenciam os radicalismos, as teorias da conspiração ou os negacionismos como o que existe contra as vacinas é fundamental. E o apoio ao jornalismo ou a iniciativas de promoção da literacia mediática enquadram-se nessa estratégia. Na sessão da apresentação da nova edição do PSuperior, Bernardo Correia, country manager da Google em Portugal, elencou as iniciativas da companhia para promover um “ecossistema de notícias” e promover a “inovação para o jornalismo”.

De resto, o projecto PSuperior vai para lá da oferta das assinaturas. Os jovens estudantes têm a curadoria do PÚBLICO na definição de newsletters sobre os assuntos mais relevantes da actualidade. Podem também receber informação da actividade editorial da Porto Editora, das acções de formação da Fundação José Neves, dos programas de ciência da Bial, etc. São convidados a discutir alguns desses temas em debates organizados pelo projecto em parceria com os mecenas e as universidades – na série anterior, as PSuperior Talks tiveram mais de 400 mil visualizações. E no final dos seus cursos podem inscrever-se na plataforma PSuperior Jobs, ficando com acesso a programas de formação ou de emprego da rede de mecenas.

Com um número crescente de assinantes e de leituras (800 mil páginas vistas por mês no último ano pela comunidade do PSuperior), o projecto consolidou-se. O apoio dos ministérios da Cultura e da Ciência e do Ensino Superior, bem como o envolvimento dos reitores das universidades e das associações de estudantes contribuíram para a sua evolução. Agora, num novo ciclo, a expectativa repete-se: ler o jornalismo do PÚBLICO é uma forma de conhecer melhor o mundo e de formar uma opinião mais rigorosa sobre o seu estado.

Como disse na sessão desta quinta-feira Miguel Vicente Pimentel, estudante do Instituto Superior Técnico e membro do PSuperior no ano passado, ler o PÚBLICO sem restrições foi uma “mais-valia”. Que o fez olhar com mais cuidado para “julgamentos que inundam a nossa bolha digital, distorcem a percepção da realidade e podem suscitar medo e desconfiança”.

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