Compensar efeito da inflação energética nos mais pobres custa 900 milhões

Em Setembro, Governo apresenta um novo pacote de medidas contra o impacto da inflação e, em Outubro, a proposta de OE. Terá de decidir se segue a recomendação de FMI e Bruxelas de concentrar o esforço orçamental no apoio às famílias mais carenciadas.

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Fernando Medina e António Costa já estão a preparar o Orçamento do Estado para 2023 Nuno Ferreira Santos

É de cerca de 900 milhões de euros, ou 0,4% do PIB, o valor que o Governo teria de gastar em medidas direccionadas de apoio às famílias mais pobres, se quisesse proteger da escalada dos preços da energia o quintil mais vulnerável da população. Uma decisão que pode ser tomada no pacote de novas medidas prometido para Setembro e no Orçamento do Estado (OE) para 2023 a apresentar em Outubro, mas que constituiria uma alteração significativa da estratégia até agora seguida pelo executivo liderado por António Costa, que dá prioridade a medidas de apoio generalizadas a todas as camadas da população, como a redução dos impostos sobre os combustíveis.

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