Jimmy P, Tomás Luzia, Kady e Elisa Rodrigues na final do Festival da Canção

A segunda semifinal do concurso decorreu este sábado à noite. De fora ficaram Dubio feat. +351, Luiz Caracol e Gus Liberdade, Judas e Cláudio Frank.

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Kady cantou Diz só Pedro Pina/ RTP

Abensonhado, de Jimmy PMais real que o amor, na voz de Tomás Luzia, Diz só, interpretada por Kady, e Não voltes mais, de Elisa Rodrigues, vão ser defendidas na próxima semana na final da edição de 2020 do Festival da Canção. As quatro canções foram apuradas este sábado à noite na segunda semifinal do festival, transmitida em directo a partir do estúdio 1 da RTP numa emissão conduzida por Sónia Araújo e José Carlos Malato, com Inês Lopes Gonçalves no green room a falar com os concorrentes.

Juntar-se-ão, no próximo sábado, dia de aniversário da RTP, no Coliseu Comendador Rondão Almeida, em Elvas, a Gerbera Amarela do Sul, de Filipe Sambado, Passe-Partout, de Tiago Nacarato e interpretada por Bárbara Tinoco, Medo de Sentir, de Marta Carvalho cantada por Elisa, e Movimento, de Throes + The Shine, que tinham passado na semifinal da semana passada. Uma destas canções irá em Maio a Roterdão representar Portugal na edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção.

De fora desta segunda etapa ficaram Cegueira, de Dubio feat. +351, duas bandas que juntam irmãos, com música de Rui e Pedro Azevedo e letra de Hugo Azevedo, Dói-me o País, com letra de António Avelar de Pinho e música de Luiz Caracol, que, com Gus Liberdade, foi também o intérprete, Cubismo Enviesado, de Hélio Morais, interpretada por Judas, e Quero-te abraçar, de Cláudio Frank.

Os temas foram apurados metade pelo público e metade pelo júri composto pelo músico Miguel Angelo, o crítico Rui Miguel Abreu, a cantora Anabela, o vencedor do ano passado, Conan Osiris, Héber Marques, voz dos HMB e artista a solo, a rapper Capicua e a radialista da Antena 3 Isilda Sanches.

A cabo-verdiana formada nos Estados Unidos e dada ao jazz Kady cantou, na letra de Diz só, que foi escrita por Kalaf Epalanga, os nomes de várias mulheres lutadoras africanas ou afro-descendentes, da locutora angolana Maria Turra, que é aliás avó da intérprete, a uma Marielle que provavelmente é Franco, passando por uma Cesária que só pode ser Évora. O tema, composto por Dino D'Santiago, reflectiu o que o jurado Miguel Angelo declarou durante a emissão, que muitas das canções tinham letras que andavam mais do que apenas à volta de puro entretenimento. Elisa Rodrigues, uma das que cantou com os britânicos These New Puritans no início da década de 2010, recorreu, tal como Amar pelos dois, a arranjos de Luís Figueiredo para a sua canção, bem como onomatopeias, palmas e um coro.

O adolescente encaracolado Tomás Luzia, sozinho em palco com a sua voz, pegou na música do guitarrista Pedro Jóia, que se fez ouvir no instrumental, e na letra de Tiago Torres da Silva, para passar à final a cantar sobre como “o sonho é mais real que o amor de alguém”. Já o rapper Jimmy P, em Abensonhado  que, como o álbum homónimo a que pertence, é, além de Filipe Sambado, o outro artista do festival que apresentou uma canção que faz parte da sua própria discografia, tem inspiração de Mia Couto , interpretou uma letra sobre crescer e evoluir com o Gospel Collective a cantar em inglês “sorry, momma” atrás dele.

Além das canções apresentadas, houve tempo ainda para uma homenagem, sem actuações ao vivo, mas com imagens antigas e a presença em estúdio de Francisco Rebelo, dos Cais Sodré Funk Connection, que actuaram com o artista no ano passado, a Eduardo Nascimento, o intérprete de O Vento Mudou, que morreu em Novembro do ano passado.

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