Bárbara Tinoco, Elisa, Filipe Sambado e Throes + The Shine na final do Festival da Canção

Estão escolhidas as primeiras quatro canções que vão à final da edição de 2020 do Festival da Canção. A segunda semifinal realiza-se no próximo domingo.

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Filipe Sambado apresentou uma canção moderna influenciada pela tradição portuguesa RTP
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A emissão foi conduzida por Tânia Ribas de Oliveira e Jorge Gabriel, com Inês Lopes Gonçalves responsável pelas entrevistas no Green Room RTP
Guitarra
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O 65.º Festival Eurovisão da Canção decorre em maio na Holanda. Em 2018, a final foi celebrada em Lisboa Rui Gaudêncio

Passe-Partout, de Tiago Nacarato para Bárbara Tinoco, Medo de Sentir, de Marta Carvalho para Elisa, Gerbera Amarela do Sul, de Filipe Sambado, e Movimento, de Throes + The Shine são as primeiras quatro canções que vão à final da edição de 2020 do Festival da Canção. Foram seleccionadas este sábado à noite, na primeira semifinal do concurso.

Na emissão, transmitida em directo na RTP1 a partir dos estúdios da RTP e conduzida por Tânia Ribas de Oliveira e Jorge Gabriel, actuaram também MEERA, Ian Mucznik, Blasted (Mechanism) e JJaZZ, que ficaram de fora da competição. Para a semana há mais oito canções a competir por um lugar na final de dia 7 de Março, em Elvas.

Passe-Partout, de Tiago Nacarato para Bárbara Tinoco é uma das músicas na semi-final RTP
Filipe Sambado quando soube o resultado RTP
Medo de Sentir de Bárbara de Carvalho para Elisa é outra das canções semi-finalistas RTP
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RTP

Filipe Sambado, cantor/compositor que morou na cidade da final, apresentou uma canção moderna influenciada pela tradição portuguesa, com inspiração em José Afonso ou Fausto, que pertence ao seu mais recente álbum, Revezo, com a ajuda de uma lágrima na cara, roupas elaboradas e um coro vestido de preto. Tiago Nacarato, portuense filho de pais brasileiros, foi concorrente do The Voice e, convidado para o Festival, escreveu Passe-Partout para a voz de Bárbara Tinoco, que também participou nesse concurso da RTP. Apresentou-se em palco com ele, com uma guitarra acústica, ambos sentados em cima de um banco de jardim, com dançarinos à volta, numa canção cheia de referências, de Vinicius de Moraes a George Méliès, passando por Oscar Wilde, Marcel Duchamp, Molière e Django Reinhardt.

A madeirense Elisa (Silva), uma das mais notáveis vozes a concurso nesta semifinal, interpretou Medo de Sentir, da também concorrente do The Voice, concurso do qual foi finalista, a portuense Marta Carvalho, que já escreveu para várias outras vezes e, nos últimos tempos, tem andando a trabalhar numa carreira a solo. Os também portuenses Throes + The Shine, que começaram por ser a junção da banda pós-hardcore Throes com o duo The Shine numa mistura de rock e kuduro e evoluíram para mais do que isso, sem tanto rock como no início, trouxeram com eles Movimento, a chamar a atenção com dança.

Na emissão houve espaço também para uma homenagem a José Mário Branco, que morreu em Novembro e fez parte da história do Festival. Participou, por exemplo, no Festival da Canção em 1975 com o G.A.C., interpretando Alerta!, uma das canções mais engajadas numa edição em que a mensagem política era uma constante. Também fez arranjos para Esta Página em Branco, do Quarteto Música em Si, com o seu sobrinho António Branco, que participou em 1980, tendo também escrito para António Branco em 1981.

As canções foram seleccionadas metade pelo público em casa, que votou através de chamadas telefónicas, metade pelo júri em estúdio, composto por Anabela, Miguel Angelo, Héber Marques, Capicua, Conan Osiris, Isilda Sanches e Rui Miguel Abreu. Os jurados salientaram muitas vezes, durante a emissão, a diversidade da selecção de intérpretes e canções da semifinal. Para a semana há mais.