Há escolas de Medicina que só estão a aceitar alunos ucranianos e excluem outros refugiados

A grande maioria dos alunos que fugiu da guerra na Ucrânia e que pede para entrar em Medicina em Portugal não é ucraniana. Mas há escolas de Medicina que só estão a aceitar ucranianos. Ministério diz que não podem discriminar em função da nacionalidade. Conselho das Escolas responde que Governo precisa de dar meios. Paquistaneses relatam angústia com o facto de estarem sem estudar há três meses.

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Para os alunos paquistaneses ouvidos pelo PÚBLICO, estes têm sido meses difíceis Nuno Ferreira Monteiro

Talal Noman tem 20 anos e estava a estudar Medicina na International European University da Ucrânia, em Kiev, há dois anos. Chegou a Portugal em Março como refugiado. Candidatou-se logo a quatro escolas de Medicina: das universidades de Lisboa (Santa Maria), de Coimbra e do Porto e da Nova. “Nenhuma me deu qualquer resposta. Tudo o que preciso é de uma resposta para decidir o que fazer”, diz ao PÚBLICO, já em tom desesperado.

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