O ligeiro “momento Draghi” de Christine Lagarde

Em vez de esperar que uma espiral de desconfiança atacasse as dívidas soberanas dos países do Sul da Europa, como aconteceu em 2010/2011, o BCE atacou preventivamente e admitiu “acelerar” a criação de “um novo instrumento contra a fragmentação” da zona euro.

O Banco Central Europeu parece ter aprendido a lição da história recente e numa inesperada e eficaz iniciativa permitiu à sua presidente, Christine Lagarde, uma breve façanha como a que o seu antecessor, Mario Draghi, protagonizou, quando jurou defender o euro “custe o que custar”. Em vez de esperar que uma espiral de desconfiança atacasse as dívidas soberanas dos países do Sul da Europa, como aconteceu em 2010/2011, o BCE agiu preventivamente e admitiu “acelerar” a criação de “um novo instrumento contra a fragmentação” da zona euro. Bastou a convocatória de uma reunião de emergência do conselho de governadores do BCE para que os juros da dívida invertessem a sua tendência de subida. Fazer política monetária também é isto.

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