Francis Fukuyama: “Salazar é um modelo para alguns conservadores nos EUA”

O liberalismo está em crise, mas o autor do clássico O Fim da História e o Último Homem continua a acreditar que não há alternativas viáveis. Em entrevista, com o novo livro Liberalismo e Seus Descontentes como pretexto, defende que a Ucrânia não deve ceder território à Rússia e que o Ocidente só tem a ganhar com o envio de armas para Kiev.

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Francis Fukuyama discorda de Vladimir Putin: o liberalismo não é uma doutrina “obsoleta”, defende o académico David Levenson/Getty Images

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em Fevereiro, multiplicaram-se os comentários sobre “o fim do fim da História”. Dizia-se que o regresso da guerra à Europa era uma nova prova de que o livro de 1992 de Francis Fukuyama (O Fim da História e o Último Homem) estava errado. Já antes se dissera o mesmo, com o terrorismo islâmico e outros acontecimentos e tendências que puseram em causa a ordem liberal do mundo saída do fim da União Soviética.

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