Bibliotecas, arquivos e livrarias reabrem a 4 de Maio, museus e monumentos a 18, cinemas, teatros e auditórios em Junho

O calendário do desconfinamento dos espaços culturais foi anunciado esta tarde pelo primeiro-ministro. Decisão sobre os festivais de Verão pode chegar na próxima semana, mas há “enorme probabilidade” de que não se realizem, adiantou António Costa.

Teatro
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Miguel Manso

As bibliotecas e os arquivos poderão reabrir já na próxima segunda-feira com lotação reduzida e distanciamento físico, anunciou o primeiro-ministro esta tarde. Também as livrarias com porta aberta para a rua, tal como já fora avançado, poderão voltar a receber clientes no dia 4 de Maio, “independentemente da sua área” em metros quadrados. Será obrigatório o uso de máscara nas lojas e, como estão proibidos ajuntamentos com mais de dez pessoas, isso terá implicações nos lançamentos de livros e nas sessões de autógrafos. 

A normalização do funcionamento dos espaços culturais conhecerá uma segunda etapa a 18 de Maio, com a reabertura de museus, monumentos e palácios (os que dependem do Ministério da Cultura e das respectivas direcções regionais, recorde-se, estão fechados desde 15 de Março), galerias de arte e salas de exposições. Os jardins e os espaços públicos de alguns destes equipamentos, precisou António Costa na sua declaração, poderão receber visitantes já na próxima segunda-feira. Vigorará no comércio, nos museus e em outros espaços públicos de uso colectivo a lotação máxima de cinco pessoas por cada cem metros quadrados.

Já os cinemas, que na sua maioria estão fechados desde 16 de Março, e também os teatros, os auditórios e as salas de espectáculos, só poderão reabrir a 1 de Junho, com lotação reduzida, lugares marcados e distanciamento físico. O PÚBLICO tentou obter junto do Ministério da Cultura informação adicional acerca do modo como serão fixadas as lotações nesta primeira fase, mas o gabinete de Graça Fonseca não adiantará para já quaisquer detalhes. 

Questionado acerca da política que o Governo adoptará em relação aos festivais de Verão, António Costa não quis adiantar detalhes, garantindo apenas que a situação está a ser avaliada. Após um encontro com promotores de festivais que teve lugar na terça-feira, e em que também estiveram presentes os ministros da Economia e da Saúde, ficara a expectativa de que o Governo pudesse anunciar já esta tarde decisões sobre esta matéria.

Já à noite, em entrevista à RTP, o primeiro-ministro remeteu uma possível deliberação definitiva sobre os festivais para o Conselho de Ministros da próxima semana, sugerindo porém que há uma “enorme probabilidade” de não se realizarem, a menos que consigam garantir o cumprimento das normas genéricas de distanciamento social, o que obrigaria a uma revisão total dos formatos habituais destes eventos. 

Vários festivais de música foram já adiados, entre os quais o Rock in Rio Lisboa, o Boom ou o Festival Músicas do Mundo, que só regressarão em 2021. O Nos Primavera Sound foi para já adiado para o início de Setembro, e não se sabe ainda se o Nos Alive (8 a 11 de Julho, em Oeiras), o Super Bock Super Rock (16 a 18 de Julho, em Sesimbra), o Sudoeste (4 a 8 de Agosto, em Odemira), ou os festivais de Paredes de Coura (19 a 22 de Agosto) e Vilar de Mouros (27 a 29 de Agosto), entre outros previstos para o Verão, irão ou não realizar-se nas datas previstas.