Carlos Tavares com luz verde para avançar com fusão PSA Fiat Chrysler

Gestor português que lidera o grupo francês, e que poderá ficar à frente do novo conglomerado automóvel, recebeu já a aprovação para avançar com a operação de concentração com a Fiat Chrysler

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Reuters/ARND WIEGMANN

O conselho de supervisão do grupo PSA concordou esta tarde em dar luz verde ao presidente executivo da holding que reúne as marcas Peugeot, Citroën e Opel para prosseguir com a operação que visão a fusão com a rival Fiat Chrysler, avançou fonte conhecedora do processo à agência Reuters.

Segundo o plano analisado na reunião da tarde desta quarta-feira na PSA, o grupo que surgir da união das duas companhias, que ainda hoje admitiram negociações para uma potencial união, terá um conselho de administração com 11 elementos. Seis virão da Peugeot, incluindo o CEO Carlos Tavares, e cinco virão da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), incluído o seu presidente, John Elkann.

As conversações entre a FCA e a PSA sobre a união que criará um conglomerado automóvel avaliado em 50 mil milhões de dólares (cerca de 45 mil milhões de euros ao câmbio actual) aceleraram esta quarta-feira, 30 de Outubro. Segundo a informação recolhida pela Reuters, o negócio final poderá ser apresentado ainda esta semana.  

Os dois grupos confirmaram hoje, através de comunicados separados, que estavam em negociações com o objectivo de criar um dos fabricantes automóveis líderes mundiais, que assim estaria melhor preparado para enfrentar os previsíveis desafios tecnológicos e regulatórios com que a indústria terá de lidar nos próximos tempos.

Citado pela Reuters, o analista Richard Hilgert escreveu que o total agregado da FCA e da PSA, incluindo as parcerias na China, levariam a uma média anual de 8,7 milhões de veículos (com base nos dados do ano passado), elevando o grupo que surgir da eventual fusão a quarto lugar mundial, atrás da Volkswagen, Toyota e Renault-Nissan, cada uma com mais de 10 milhões de veículos.

Carlos Tavares preside desde 2014 a PSA, função que manteve quando, três depois, o grupo automóvel comprou a Opel à norte-americana General Motors (GM), num negócio de 2200 milhões de euros. Em breve, poderá estar a presidir a um grupo ainda maior, caso a fusão com a Fiat, cujas negociações liderou, cheguem a bom porto.