Os bilhetes de concertos em Portugal num livro que é um dedo no ar — que diz Eu Estive Lá

História gráfica dos concertos dos últimos 60 anos em palcos portugueses, é coordenada por Henrique Amaro e desenhada por centenas de pequenos rectângulos de papel, ingressos para a memória colectiva e profundamente individual.

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Pedro Serpa
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Por que é que tanta gente e instituição insuspeita, do arquivo Ephemera de Pacheco Pereira ao escritor Valter Hugo Mãe, passando pelo apresentador Júlio Isidro e pelos músicos Kalu ou Tó Trips, guarda tantos “simples rectângulos de papel”, como os descreveu um dia o escritor João Paulo Cotrim? Eu Estive Lá — Bilhetes de concertos em Portugal, coordenado pelo divulgador musical Henrique Amaro, é um dedo no ar em forma de livro para quem viu concertos nas últimas seis décadas. É um dedo espetado na memória que desencadeia, como um primeiro acorde numa sala até aí às escuras, uma torrente de emoções e recordações, além de uma comprovada reacção do leitor: dizer “eu fui a esse concerto”, ou alguma variação do título do livro. Eu Estive Lá também é um esboço involuntário e descomplexado da relação de um país com a música ao vivo numa fatia suculenta do tempo.

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