Uma BoCA entre os afectos, a Natureza e a reescrita histórica

Na sua terceira edição, desta sexta-feira a 17 de Setembro, Almada, Faro e Lisboa acolhem uma bienal que quer plantar ideias, vontades e — sim — árvores. Para imaginar futuros, mesmo reclamando novos olhares sobre o passado.

Foto
No Teatro Nacional D. Maria estrear-se-á a peça Andy, de Gus Van Sant Bruno Simão

“Prove you are human”. Já todos nos habituámos, nos últimos anos, a responder que não somos robôs; a escolher imagens com semáforos ou passadeiras numa quadrícula de nove, a reproduzir letras e números para atestarmos a nossa humanidade diante de um computador. E também já nos acostumámos a conviver com bots e outros automatismos que confundem a realidade. Foi este o mote que John Romão escolheu para a terceira edição da BoCA — Bienal de Artes Contemporâneas, a decorrer desta sexta-feira a 17 de Outubro, em Almada, Faro e Lisboa. Um mote de humanização em resposta a uma sociedade crescentemente digital, mas em que ser humano tem de significar algo prático e não mera condição de pertença a uma espécie com apetite pela autodestruição. Humanização como preservação, portanto, como convite à discussão de como continuar a saber habitar este planeta.