William está “enojado” com comentários racistas contra jogadores ingleses

Príncipe herdeiro assistiu à final que opôs a equipa inglesa à formação italiana, no Estádio de Wembley, com a mulher, Kate, e o filho mais velho, George.

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A imagem do pequeno príncipe, na noite de domingo, destoou daquela com que habitualmente surge em público, sempre muito formal LUSA/Frank Augstein / POOL
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,Seleção Inglesa de Futebol
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O príncipe William, segundo na sucessão ao trono britânico, confessou ter ficado enojado com os comentários racistas que surgiram nas redes sociais dirigidos a Bukayo Saka, Jadon Sancho e Marcus Rashford, depois de estes três jogadores terem falhado os penáltis que acabariam por selar a derrota inglesa.

É totalmente inaceitável que os jogadores tenham de suportar este comportamento abominável”, escreveu no Twitter. Tem de parar agora e todos os envolvidos devem ser responsabilizados.

O racismo tem, aliás, sido um tema delicado para a família real em geral e para William em particular, depois de Harry e Meghan terem insinuado que existiram comentários racistas em relação à duquesa de Sussex e a Archie. O filho mais velho de Carlos reagiu à entrevista que o irmão e a cunhada deram a Oprah, declarando: “Não somos uma família racista”.​

Entretanto, sobre o que aconteceu este domingo, a Polícia Metropolitana de Londres informou que irá investigar o incidente, que qualificou também de “inaceitável”, juntando-se a um coro de críticas: o primeiro-ministro Boris Johnson descreveu os insultos de “hediondos” e a Associação de Futebol inglesa lançou um apelo às empresas por detrás das redes sociais, considerando que estas “precisam de se chegar à frente” e “banir os abusadores das suas plataformas”, além de “recolher provas que possam levar a processos judiciais”.

O neto da rainha Isabel II assistiu ao jogo, no domingo, tendo sido acompanhado pela mulher, Kate, que entretanto teve autorização para sair do isolamento profiláctico a que se submeteu após ter tido contacto com uma pessoa diagnosticada com covid-19, e pelo filho mais velho.

George, que faz oito anos a 22 deste mês, mostrou, aliás, ser um fervoroso entusiasta de futebol ao longo de toda a partida, tão depressa festejando o golo da Inglaterra, saltando para os braços da mãe, como procurando consolo junto do pai, no fim de sofridos 120 minutos e já depois de a derrota ter sido selada por um penálti apontado por Bukayo Saka, de 19 anos, e defendido pelo gigante Gianluigi Donnarumma, entretanto eleito o melhor jogador do Euro 2020 — o primeiro guarda-redes a consegui-lo.

A imagem do pequeno príncipe, na noite de domingo, destoou daquela com que habitualmente surge em público, sempre muito formal, e fez as delícias dos britânicos e das objectivas dos fotógrafos

Enquanto William, Kate e George personificavam a imagem de uma família afectuosa, a prima do príncipe, Zara Tindall, filha de Ana, começou o jogo, segundo o tablóide Daily Mail, a limpar sangue de uma cadeira, depois de o marido, o ex-jogador de râguebi Mike Tindall, ter separado dois adeptos ingleses, que se envolveram numa luta, ainda antes do arranque da partida: um espectador, junto do casal, foi agredido a soco, tendo acabado com o nariz partido. 

As cenas de violência viriam a marcar uma final de nervos, com as duas equipas a terminarem os 90 minutos empatadas (um golo de Luke Shaw aos 2 minutos e outro de Leonardo Bonucci aos 67'). O prolongamento de 30 minutos não resolveria a partida que viria a ser decidida com grandes penalidades.

Ainda antes do arranque do embate, milhares de adeptos tomaram conta das ruas e alguns tentaram forçar a entrada no estádio sem bilhete. No final, a polícia registou um total de 45 detenções.