Morreu Eli Broad, o multimilionário que ajudou a criar a cena artística de Los Angeles

Empresário multimilionário, filantropo e coleccionador de arte. Eli Broad, que desempenhou um importante papel na formação da cena artística e cultural de Los Angeles, morreu na sexta-feira, aos 87 anos.

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Eli Broad tinha 87 anos EUGENE GARCIA/EPA

Após doença prolongada, Eli Broad faleceu no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, , informou a porta-voz da Fundação Eli e Edythe Broad, Suzi Emmerling.

Contabilista de profissão, Eli Broad fez fortuna no ramo imobiliário e de seguros, tendo criado, mais tarde, o The Broad, o museu de Los Angeles que alberga a sua colecção de arte pós-guerra e contemporânea, que abriu portas em 2015, além de dar nome a outros espaços, como o Eli e Edythe Broad Art Museum, da Universidade do Michigan. 

Nos anos 80 do século passado, como presidente do Museu de Arte Contemporânea, também em Los Angeles, assegurou que a arte se tornaria a primeira grande aquisição desse museu, incluindo obras da colecção do conde italiano Guiseppe Biumo di Panza, agora avaliadas em mais de mil milhões de dólares, de acordo com uma biografia sua no site da fundação. A destacar ainda a grande contribuição que fez para a construção do Walt Disney Concert Hall, bem como para o centro de arte na Universidade da Califórnia.

As suas doações também ajudaram a abrir o Centro Broad, na Escola de Gestão de Yale, e o Instituto Broad , um centro de investigação em medicina genómica criado em parceria com a Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

“Como o homem de negócios que era, Eli via para lá das esquinas; como filantropo, via os problemas no mundo e tentava resolvê-los, como cidadão, via a possibilidade na nossa comunidade partilhada; e, como marido, pai e amigo, via o potencial em cada um de nós”, disse Gerun Riley, presidente da Fundação Eli e Edythe Broad, numa declaração.

Eli Broad nasceu no Bronx, Nova Iorque, em 1933, e mudou-se para Detroit com a sua família, ainda jovem. Foi nessa cidade da região Centro-Oeste dos Estados Unidos que começaria a sua carreira como promotor imobiliário, construindo casas unifamiliares nos subúrbios.

Investiu numa companhia de seguros na década de 1970, rebaptizando-a de Sun America, e aí fez grande parte da sua fortuna antes de vender o negócio por 18 mil milhões de dólares em meados da década de 1990. Ele e a mulher, Edythe, mudaram-se para Los Angeles em 1963.

Ávido coleccionador de arte, Eli Broad virou-se para a filantropia a tempo inteiro em 1999, tendo estado à frente da fundação até 2016, ano em que se retirou do activo. Deixa a mulher e dois filhos.