De Mãos e Pés Atados quer alertar para a situação precária dos instrutores de fitness

Qualquer profissional de fitness se pode inscrever para ser beneficiário da angariação de fundos.

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A campanha foi promovida nas redes sociais com um vídeo de sensibilização DR
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É possível ajudar através da plataforma GoFundMe DR

Sara Machado, Nuno Pantana, Paula Botelho e Jorge Costa fazem parte dos mais de 25 mil instrutores de aulas de grupos de fitness em Portugal. Há mais de um ano, viram a sua vida virada do avesso, com o fecho dos ginásios. Quando tudo começava a voltar à (nova) normalidade, foram novamente impossibilitados de trabalhar. A campanha De Mãos e Pés Atados, organizada pela empresa do sector Manz, quer alertar para a situação precária destes profissionais, com uma angariação de fundos.

Os profissionais do fitness são um dos muitos sectores cuja actividade profissional foi afectada pela pandemia de covid-19. Desde Março de 2020 não só viram os ginásios fechados por duas vezes, como agora — quando abrirem a 5 de Abril — não serão permitidas aulas de grupo. Mais de 70% dos 25 mil instrutores de aulas de grupos são trabalhadores independentes e apenas beneficiaram de apoios muito reduzidos ou, em alguns casos, ficaram sem qualquer fonte de rendimento.

Para dar resposta aos pedidos de ajuda financeira que têm surgido, o grupo Manz — empresa de formação no sector fitness — criou a campanha De Mãos e Pés Atados. O vídeo partilhado nas redes sociais reúne testemunhos de vários instrutores de todo o país. Além de partilharem um pouco do que aconteceu ao longo do último ano, pedem que as aulas de grupo sejam permitidas.

“Por muito que possam ser uma ajuda com cada vez maior expressão, as aulas online não são suficientes”, explica o fundador da iniciativa, André Manz, em comunicado. Recorde-se que o plano de desconfinamento só permite aulas de grupo a partir de 3 de Maio. “É absolutamente injustificável a possibilidade de utilização da sala de exercício num ginásio, e não a da aula de grupo. São espaços complementares, ambos relevantes e que, nas mesmas condições de número de pessoas por metro quadrado, distanciamento social e desinfecção de equipamento, não há qualquer motivo e/ou evidência científica para esta distinção”, sublinham.

Lamentam ainda que continue “a ser deixada para trás a figura do profissional de fitness, e do instrutor de aulas de grupo em concreto, bem como seu papel de destaque numa sociedade mais saudável” e que o “exercício físico seja continuamente encarado como um luxo”.

Qualquer profissional de fitness se pode inscrever para ser beneficiário da angariação de fundos da campanha De Mãos e Pés Atados. Para isso, basta submeter o certificado da cédula profissional válida. Quando a campanha terminar, o valor total angariado será distribuído pelo número de inscrito. É possível ajudar através da plataforma GoFundMe.