Bolsas mais calmas com intervenção do BCE

Injecção de dinheiro na economia anunciada pelo banco central permite início da sessão positivo nos mercados accionistas europeus. Portugal regista valorização ligeira.

Anúncio de Christine Lagarde animou os mercados
Foto
Anúncio de Christine Lagarde animou os mercados Reuters/Ralph Orlowski

O anúncio de injecção de 750 mil milhões de euros até ao final do ano por parte do Banco Central Europeu colocou esta quinta-feira de manhã as bolsas europeias em terreno positivo, trazendo alguma acalmia aos mercados que, durante a última semana, têm vivido em permanente sobressalto.

Durante a primeira hora da sessão, o índice Stoxx 600, que reúne as 600 principais empresas cotadas dos mercados accionistas europeus, registava uma subida de 1,28%. Fica longe de compensar as perdas dos dias anteriores, mas significa que a intervenção mais decidida do BCE serviu, pelo menos para já, para estabilizar a situação.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 apresentava uma subida de 0,51%, ao passo que em Itália, França e Alemanha as subidas dos principais índices cifravam-se em 3,89%, 2,57% e 0,45% respectivamente.

Na quarta-feira à noite, assustados com a instabilidade vivida nos mercados financeiros e receando em particular uma nova ruptura no mercado de dívida pública da zona euro, os responsáveis do BCE abandonaram as hesitações da semana anterior e lançaram um dos programas de impressão e injecção de dinheiro na economia da sua história. 

Serão mais 750 mil milhões de euros de compras de títulos de dívida pública que o BCE irá efectuar até ao final do ano, o que se junta aos cerca de 300 mil milhões que já estavam antes previstos. Este anúncio já serviu para que, esta manhã, as taxas de juro da dívida de países como a Itália, Portugal, Espanha ou Grécia invertessem o seu rumo e começassem a descer de forma significativa.

Para além das compras de dívida pública, o BCE anunciou ainda um alargamento do leque de papel comercial que poderá começar a adquirir, algo que também constitui uma ajuda para o sector empresarial da zona euro.

Sugerir correcção