José Avillez fecha quase tudo. Uma decisão “de consequências imprevisíveis”

O grupo do cozinheiro abrange cerca de duas dezenas de restaurantes em Lisboa e Porto. Ficam abertos apenas o Bairro do Avillez e a Pizzaria Lisboa, com take-away, e os restaurantes do El Corte Inglês.

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José Avillez gere cerca de duas dezenas de espaços, entre restaurantes independentes e agregados Margarida Basto

O Grupo José Avillez anunciou ao final da tarde de domingo o encerramento temporário, a partir de 16 de Março, da maioria dos seus restaurantes devido à crise provocada pelo novo coronavíruse como forma de “participar nos esforços nacionais para combater a covid-19”, evitando a concentração de pessoas em espaços fechados.

Encerram assim o Belcanto, o Beco – Cabaret Gourmet (cujo encerramento já fora anunciado anteriormente)​, Café Lisboa, Mini Bar do Chiado, Cantinho do Avillez do Chiado, o Rei da China (também já encerrado), a Cantina Peruana, o Cantinho do Avillez no Parque das Nações, o Cantinho do Avillez em Cascais, o Cantinho do Avillez no Porto, e o Mini Bar do Porto. O recentemente inaugurado Canto, que funciona no antigo espaço do Belcanto, encerrará a partir de dia 19.

Ficam abertos a Tasca Chic, o Jacaré e o Cascabel, no El Corte Inglês, “por obrigações contratuais”, esclarece José Avillez num comunicado enviado às redacções. 

Também o Bairro do Avillez, em Lisboa, permanece de portas abertas, mas reduziu em 1/3 os seus lugares, como mandam as directivas do Governo, oferecendo ainda serviço de take-away “para responder aos pedidos de várias famílias que nos pedem este apoio”.

De igual forma, a Pizzaria Lisboa está a funcionar, com redução de lugares e take-away através da UberEats.

“A situação será reavaliada quando possível. A saúde e segurança de todos é a nossa prioridade”, adianta ainda o comunicado.

O grupo do chef José Avillez sublinha o impacto que esta decisão, “de consequências imprevisíveis”, tem: “O momento dramático que actualmente o mundo enfrenta pela propagação do covid-19 abalou-nos fortemente, pois empregamos centenas e centenas de pessoas. São gravíssimas as preocupações que enfrentamos em termos de saúde e segurança – da equipa, dos clientes, do país – e do impacto económico tremendo, e ainda não absolutamente previsível, que esta situação trará.”

O texto, assinado por Avillez, termina com um agradecimento ao apoio manifestado pelos clientes que “têm pedido para adiar as suas reservas em vez de as cancelar” e que têm manifestado a vontade de comprar vouchers para refeições futuras.

Ao longo dos últimos dias, centenas de restaurantes anunciaram a decisão de fechar portas.

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