Coronavírus: cuidados a ter na próxima ida ao cabeleireiro ou ao spa

O decréscimo da procura já se faz sentir transversalmente nos espaços de beleza, em particular, entre os clientes dos grupos de risco, dizem as empresas.

Foto
Estes espaços já notam uma diminuição na procura, sobretudo por parte de pessoas com mais idade Paulo Pimenta/Arquivo

Os cabeleireiros, os spas e os centros de estética estão a cumprir as orientações fornecidas pela Direcção-Geral de Saúde e é assim que se encontram a funcionar, avançando que, tal como noutras áreas de negócio, também já notam o decréscimo de clientes. Por isso, são os primeiros a recomendar aos clientes para terem atenção a alguns detalhes como a higiene das mãos ou o contacto demasiado próximo com quem os atende.

Nos cabeleireiros Lúcia Piloto, com sete lojas na grande Lisboa, o impacto do novo coronavírus já se sente no “ligeiro decréscimo” de clientes. “Deve-se fundamentalmente a pessoas inseridas em grupos de risco, em particular com mais idade”, explica Maria João Mendes, assessora do grupo, por e-mail ao PÚBLICO. O director de marketing da Jean Louis David em Portugal, Rodrigo Ortega, confirma a mesma tendência: “Já é evidente a quebra na procura.

Nos Magic Spas do Grupo Pestana, a procura está a diminuir também em consequência do decréscimo da ocupação dos respectivos hotéis. Assim, as equipas foram reduzidas para metade, não só pela diminuição do número de clientes, mas também para as proteger. No entanto, “estamos a operar normalmente e reforçamos a utilização de óleos essenciais com propriedades antifúngicas e antibacterianas”, adianta Catarina Lopes, directora-executiva dos spas do grupo. 

Transversalmente, os espaços de estética contactados pelo PÚBLICO garantem estar a “reforçar” os protocolos de higiene fornecidos pela Direcção-Geral de Saúde. “Aumentamos os protocolos de higiene, com a limpeza mais frequente da loja, dos utensílios, das cadeiras e colocamos à disposição dos clientes desinfectantes de mãos e máscaras, se assim o desejarem”, declara Filipa Muñoz de Oliveira, CEO da Wink, empresa especializada em depilação facial.

Maria João Mendes relata que o cenário é idêntico nos espaços do grupo Lúcia Piloto: “Temos o cuidado de desinfectar regularmente os locais de uso mais intensivo, como maçanetas de portas, interruptores de luz, corrimões, posto de trabalho, locais de recepção e instalações sanitárias.”

Nos 35 spas do grupo Pestana, os profissionais desinfectam as mãos com os óleos essenciais. Os óleos de limão e On Guard são agora utilizados em todos os tratamentos, como medida de prevenção devido às suas características. "É uma protecção para o trabalhador e para o cliente”, justifica Catarina Lopes. 

Os profissionais do grupo Lúcia Piloto reforçaram também “a utilização de máscaras nos serviços que envolvem uma maior proximidade com o cliente”. Já nos salões Jean Louis David, para já, a utilização de máscaras é considerada uma “prática alarmista e ineficaz”.

O que fazer numa ida ao cabeleireiro ou spa?

Se for imprescindível a ida ao cabeleireiro, tenha atenção, como em qualquer outro espaço, à higiene das mãos e à proximidade física. Todos estes espaços estão dotados de gel desinfectante, por isso, não tenha pudor de o utilizar.

Por mais que goste do profissional que o atende, não o deve cumprimentar. “Desaconselhamos o contacto mais caloroso entre os colaboradores, bem como entre estes e os nossos clientes”, defende o director de marketing da Jean Louis David.

Na ida ao spa, Catarina Lopes recomenda que se “beba bastante água” e se vá “higienizado”. O grupo Pestana sugere ainda a utilização dos óleos essenciais para a desinfecção das mãos.

A Algarve Spa Week foi adiada. Para já, não há nova data prevista para o evento, que se ia realizar entre 28 de Março e 5 de Abril. Onze dos mais conhecidos spas dos hotéis de cinco estrelas da região reuniam-se na Spa Week com tratamentos a preços reduzidos. 

Até às 11h30 de dia 12 de Março, 127.748 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus, restando 59.443 casos activos de covid-19 em 116 países. O registo de óbitos contabiliza-se em 4717. Na Austrália, há registo de 128 diagnósticos e três mortes. Em Portugal, oficialmente, há registo de 78 infectados.

Texto editado por Bárbara Wong

Sugerir correcção