Reportagem

Uma massagem e um jantar: Pestana propõe experiência de Wine & Day Spa

No grupo Pestana os espaços de tratamento e beleza chamam-se Magic Spa. Usam produtos de marca própria e agora estão a introduzir os óleos essenciais.

,Hotel
Fotogaleria
O hall de ligação entre os espaços de massagem, de jacuzzi, banho turco e piscinas na Pousada de Viseu DR
,Hotel
Fotogaleria
A piscina interior que fica na zona onde antes era o coro alto DR
,Hotel
Fotogaleria
A piscina exterior, fechada nesta altura do ano DR
,Pousadas de Portugal
Fotogaleria
O claustro da Pousada de Viseu onde fica o bar e sala de refeições DR
Fotogaleria
A pousada tem dois restaurantes, o Lafões, onde é servido o pequeno-almoço, e o Viriato, apostado na gastronomia regional DR
,Hotel
Fotogaleria
A sala Dom Duarte, é uma sala de vinhos com a tempertaura adeuada. Ao funo a sala de fumo DR
,Quarto
Fotogaleria
Pormenor de um dos quartos DR
,Pousadas de Portugal
Fotogaleria
A fachada da pousada, datada do século XVIII DR

O ambiente é suave e há um balcão escuro que fica mesmo junto à porta de entrada. Estamos no 2.º piso da Pousada de Viseu, outrora o hospital da cidade, o São Teotónio, num edifício datado de 1793, que cresce em torno de um claustro. Por detrás do balcão, nas paredes laterais, há duas pias em granito para a água benta; ao centro o que antes terá sido o altar, já sem talha dourada, só a pedra despida; e no tecto, numa rosácea, confirma-se o uso anterior daquele espaço, era a capela. Hoje é o spa do hotel do grupo Pestana. Ao todo, há 32 Magic Spas espalhados pelo país, ilhas incluídas.

Por nós passam casais, ou pais e filhos, envoltos em roupões brancos que se dirigem, os primeiros, para a sauna e banho turco, e os segundos para a pequena piscina interior que fica onde antes era o coro alto da capela. Há ainda quem se cruze de leggings e T-shirt vestida, para aproveitar o pequeno ginásio, no mesmo nível que a piscina. O nosso objectivo, de roupão e chinelos brancos nos pés, é experimentar uma massagem a dois, seguido de um diagnóstico de rosto e respectivo tratamento.

Deitados nas mesas de massagem, numa sala com as luzes baixas e a música com um toque oriental, as duas terapeutas começam por fazer uma esfoliação aos pés, um ritual que caracteriza as massagens no Magic Spa, dizem. Depois, as suas mãos sobem, coreograficamente e ao mesmo tempo, pelos nossos corpos. Pernas, costas, braços. De regresso às pernas. Os óleos são vertidos e a massagem é insistente, para aliviar o corpo e também para fazer o unguento entrar na pele. 

Além dos produtos de marca própria, sem parabenos, corantes, aromas artificiais e que não foram testados em animais — que são usados nos spas do grupo, feitos em Espanha com receitas portuguesas, desde Janeiro de 2013 —, os óleos essenciais passaram a fazer parte de alguns dos protocolos de massagem, desde Junho de 2018. A decisão de implementar a marca norte-americana DoTerra “deve-se a uma busca constante dos MagicSpa por produtos inovadores, diferentes e que nos ajudem a continuar a contribuir para a saúde e bem-estar do cliente, elevando a qualidade dos nossos rituais”, explica Catarina Lopes, directora dos Magic Spa, por e-mail ao PÚBLICO.

A responsável destaca a massagem baptizada de The Essential Magic Touch. “Um ritual terapêutico de aromaterapia que ajuda a aliviar estados de stress, ansiedade e insónia – grandes causadores de desequilíbrios na saúde. Neste ritual é utilizada uma técnica inovadora de aromaterapia onde se potencia a conexão entre a mente, o corpo e o espírito, encontrando assim um equilíbrio total”, continua.

PÚBLICO -
Foto
Sugestões para a época de Natal DR

Finalizada a massagem, entra uma médica dermatologista que faz uma avaliação da pele do rosto e aconselha os produtos para cada tipo de derme. Pelo caminho explica como deve ser o ritual de limpeza e de tratamento em casa. Depois de sair, as terapeutas cumprem o protocolo e a pele é limpa, esfoliada e hidratada. No final, olhamos para o espelho e parece que além da pele morta também foram removidos alguns anos dos nossos rostos.

Os protocolos terminam e há um chá quente para beber nas espreguiçadeiras dispostas na capela, junto ao altar.

Depois da massagem, o jantar

À noite, há um jantar no claustro da pousada, que o arquitecto Gonçalo Byrne converteu numa enorme sala de estar, com os seus sofás castanhos, mas também num bar e num espaço de refeições. Junto ao imponente e impressionante cofre em madeira, de estilo neogótico, feito na década de 1940, e que faz lembrar um intrincado órgão de tubos, estão dispostas algumas mesas que, na manhã seguinte, são usadas para o pequeno-almoço. Mas, nesta noite, servem para uma refeição especial, onde os óleos essenciais são o elemento comum a todos os pratos.

O objectivo, explica Catarina Lopes, que marca presença neste evento, é mostrar que os óleos servem para muito mais do que simplesmente serem massajados, pois podem ser bebidos e comidos. A directora elogia os efeitos terapêuticos dos óleos e, em cada prato a que foram adicionados, explica quais os seus benefícios. Este Wine & Spa Day foi pensado para dar aos clientes a possibilidade de explorar os cinco sentidos e, com isso, viverem uma experiência diferente debaixo de um só tecto”, declara.

Esta foi a primeira edição que a responsável conta replicar não só em Viseu, mas também noutras pousadas. Além dos óleos, a pousada quis ainda promover os vinhos locais, os da Região Demarcada do Dão. A pousada coopera com vários enoturismos e quintas locais, com o intuito de criar vivências vínicas únicas a todos os que visitam o Centro de Portugal”, diz o grupo, em comunicado. Neste caso, a escolha recaiu sobre o produtor Amora Brava que apresentou os vinhos Índio Rei, uma homenagem a Grão Vasco — o artista quinhentista com um museu com o seu nome, em Viseu — que pintou um índio na vez de um dos Reis Magos, o primeiro representado num quadro europeu, assegura o enólogo e produtor Carlos Silva, durante o jantar.

Para entrada, uma sardinha marinada em citrinos sobre broa da Beira grelhada e cremoso de marmelada com óleo de limão, laranja selvagem e lima, um prato para o qual Carlos Silva escolheu um vinho branco Índio Rei Huniverso. Seguiu-se um tinto Reserva 2015 para acompanhar a vitela assada à moda de Lafões, aromatizada com óleo de alecrim, tomilho e cravinho. E, por fim, o enólogo escolheu um Grande Reserva Tinto 2015 para o pudim Abade de Priscos aromatizado com erva-príncipe, com óleo de erva-limeira e canela.

O PÚBLICO fez a experiência Wine & Spa a convite do Grupo Pestana.