Coronavírus: Armani doa 1,25 milhões de euros para hospitais e protecção civil italianos

O grupo de moda italiano, com sede em Milão, junta-se a outros emblemas da indústria têxtil que têm vindo a fazer generosas doações para a investigação e tratamento do SARS-CoV-2.

A casa Armani optou, à última hora, por fazer o seu desfile na Semana da Moda de Milão à porta fechada
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A casa Armani optou, à última hora, por fazer o seu desfile durante a Semana da Moda de Milão à porta fechada Cristiano Corvino/Reuters

Giorgio Armani informou que irá doar 1,25 milhões de euros a alguns hospitais e instituições italianas envolvidos na luta contra o novo coronavírus, que deixou uma vasta área do Norte do país em quarentena e onde se regista o maior foco do surto em território europeu, noticiou a agência italiana ANSA.

A doação será canalizada para os hospitais Luigi Sacco e San Raffaele e o Instituto do Cancro, de Milão, e para o Instituto Lazzaro Spallanzani, de Roma, além de uma parte da verba destinar-se às actividades da Protecção Civil.

O anúncio foi feito neste domingo à noite, após o número de casos confirmados de covid-19 na Itália ter subido para 7375 e, em apenas 24 horas, terem sido registados 133 óbitos, subindo o número de vítimas fatais para 366. 

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Giorgio Armani, à chegada do seu desfile na Semana da Moda de Milão, que decorreu à porta fechada Alessandro Garofalo/Reuters

O primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte emitiu um decreto, na noite de sábado, proibindo movimentos dentro e fora da Lombardia e 14 províncias nas regiões do Vêneto, Emília-Romana, Piemonte e Marcas, que deverá estar em vigor até 3 de Abril. A medida pretende conter os riscos de contágio e prevenir o colapso dos hospitais sob a exigência do crescente número de cidadãos com graves problemas respiratórios.

Várias empresas de moda e acessórios de luxo têm feito doações para combater a crise de covid-19. Caso da Bulgari, que fez uma doação para o departamento de pesquisa do Instituto Lazzaro Spallanzani (Roma); ou da Versace, que doou um milhão de yuans (cerca de 125 mil euros) à Cruz Vermelha chinesa. Esta mesma instituição recebeu da francesa LVMH 16 milhões de yuans (dois milhões de euros).

Na última semana de Fevereiro, a casa Armani optou, à última hora, por fazer o seu desfile, durante a Semana da Moda de Milão, à porta fechada, tendo revelado a sua colecção Outono/Inverno através dos meios digitais. Outra marca a optar por esse esquema foi a da portuguesa Alexandra Moura.