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Estivadores do porto de Setúbal avançam para a greve em solidariedade com os de Lisboa

Greve em Setúbal afectará cinco empresas e abrange trabalho suplementar ou três horas de turno, conforme os casos. Em Lisboa, a greve prolonga-se até 9 de Março.

Estivadores de Setúbal avanlam para a greve
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Estivadores de Setúbal avanlam para a greve LUSA/MÁRIO CRUZ

Os estivadores do porto de Setúbal decidiram avançar para a greve, em solidariedade com a paralisação em curso no porto de Lisboa. O pré-aviso de greve ainda não foi publicado, mas afectará o trabalho suplementar em dias úteis nas empresas Setulset, Tersado e Setefrete, e duas horas no primeiro turno e uma hora no segundo na Operestiva e Sadoport.

A greve no porto de Lisboa, marcada pelo Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL), foi iniciada no passado dia 19 e prolonga-se até 9 de Março. Em causa o alegado “incumprimento sistemático dos acordos em vigor e o arrastar do assédio continuado que representa o pagamento dos últimos 17 meses de salários a prestações”.

Ainda em Lisboa, a greve envolve, segundo o sindicato, apenas quatro empresas, as três do grupo turco Yilport – Liscont, Sotagus e Multiterminal – e uma quarta empresa, a TMB (Terminal Multiusos do Beato). Segundo opresidente do SEAL, António Mariano, “estas empresas fizeram uma proposta ao sindicato para um abaixamento de salários de 15% e defenderam que a A-ETPL, (Associação - Empresas de Trabalho Portuário de Lisboa) deveria ir para uma situação de pré-insolvência”.

“A somar à solidariedade demonstrada pelo IDC (Conselho Internacional de Estivadores), às muitas mensagens que nos têm feito chegar do movimento sindical e social e a que daremos destaque nos próximos dias, sublinhamos antes de mais a importância da greve que os estivadores do porto de Setúbal decidiram hoje, em solidariedade com os estivadores do porto de Lisboa”, avança o Estivador, Blogue do Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística.

Na sequência da greve em Lisboa, o Bloco de Esquerda (BE) e Partido Comunista Português (PCP) querem ouvir “com urgência” as empresas responsáveis pelas alegadas irregularidades e incumprimentos que motivaram a greve de três semanas dos estivadores do Porto de Lisboa. Num requerimento entregue na passada sexta-feira à Comissão Parlamentar do Trabalho e da Segurança Social, o BE pede ainda para ouvir o ministro Pedro Nuno Santos, responsável pela pasta das Infra-estruturas. Já a bancada comunista pede ao secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda,​ para dar “explicações urgentes” e para “travar o processo em curso” de “destruição de direitos” dos trabalhadores no Porto de Lisboa.

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