Advogada de Assange diz que Trump ofereceu perdão em troca de inocência para a Rússia

Advogada afirma que ex-congressista se encontrou com Assange em 2017, oferecendo-lhe um perdão presidencial. Em troca, australiano teria de afirmar que Rússia não esteve envolvida em roubo de emails do Partido Democrata em 2016.

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Assange aguarda uma decisão quanto ao pedido de extradição dos Estados Unidos Reuters/Simon Dawson

A advogada de Julian Assange garantiu, esta quarta-feira, que o antigo congressista republicano Dana Rohrabacher, aliado de Donald Trump, ofereceu ao fundador da WikiLeaks um perdão em nome do Presidente. Em troca, Assange teria de testemunhar que a Rússia não esteve envolvida no roubo de emails ao Comité Nacional do Partido Democrata em 2016.

Durante uma audiência no Tribunal de Magistrados de Westminster, a defensora de Julian Assange, Jennifer Robinson, alegou que Trump utilizou Dana Rohrabacher, em 2017, para transmitir a sua proposta a Assange. De acordo com Robinson, o congressista ter-se-á encontrado com Assange na embaixada do Equador em Londres, onde o australiano esteve durante sete anos.

Citada pela BBC, a Casa Branca garante que estas revelações são “invenções e mentiras”. Edward Fitzgerald QC, advogado que também representa Assange, garante que a equipa de defesa tem em sua posse provas de que este encontro teve lugar e que esta proposta foi apresentada ao seu cliente. A juíza considerou as provas apresentadas como válidas.

O responsável pela divulgação de documentos diplomáticos do Departamento de Estado norte-americano, está numa prisão britânica, após ter sido detido pelas autoridades na embaixada do Equador em Londres. Assange aguarda uma decisão quanto ao pedido de extradição dos Estados Unidos, com o Governo norte-americano a desejar que o denunciante seja julgado por ter alegadamente infringido a Lei da Espionagem ao revelar documentos relativos à guerra do Iraque e do Afeganistão. Imputado de 18 crimes, Assange pode ser condenado a uma pena de prisão até 175 anos.