Torne-se perito

Cinema Monumental despede-se no domingo com Guerra e Paz

O edifício da Praça do Saldanha, em Lisboa, ficará encerrado para obras durante cerca de um ano. Paulo Branco diz que está garantido o regresso da sua exibidora, a Medeia Filmes, após a remodelação.

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ÂNGELA ANDRADE/ARQUIVO

O cinema Monumental, em Lisboa, despede-se no próximo domingo com a exibição de Guerra e Paz (1956), de King Vidor, numa sessão com entrada gratuita. À Lusa, Paulo Branco garantiu que, apesar de não ter sido formalizado qualquer contrato, está garantido o regresso da sua exibidora, a Medeia Filmes, àquele espaço, que também alberga escritórios e lojas, após as obras de remodelação que deverão manter as salas encerradas durante cerca de um ano. 

Fonte da empresa espanhola Merlin Properties, proprietária do edifício, tinha revelado anteriormente a intenção de manter a exploração de cinema após a remodelação. Mas em Dezembro do ano passado Paulo Branco afirmava que não voltaria a explorar as salas do Monumental: “Não está contemplada da minha parte qualquer volta”, disse então ao PÚBLICO, explicando que a decisão fora tomada pelas duas partes, e “no interesse de ambas”. Na altura, o produtor e exibidor antecipava que o futuro da actividade de exibição da Medeia em Lisboa passaria apenas pelo Nimas 

Em Fevereiro passado, a Medeia Filmes deixou de explorar diariamente as quatro salas do cinema Monumental e manteve apenas exibição regular aos fins-de-semana.

Com o fecho do Monumental, Paulo Branco manterá a programação regular no cinema Nimas, também em Lisboa, onde será substituído o ecrã e instalado um projecto 4K, estando prevista a exibição em Outubro de filmes como Joker, de Todd Phillips (Leão de Ouro do Festival de Veneza deste ano), Parasitas, de Bong Joon Ho (Palma de Ouro do Festival de Cannes deste ano), Chuva em Nova Iorque, de Woody Allen, e Vitalina Varela, de Pedro Costa (Leopardo de Ouro do Festival de Leopardo deste ano).

Ainda em Outubro, o Nimas assinala o aniversário de Agustina Bessa-Luís (1922-2019), que faria 97 anos no dia 15, com o filme Francisca, de Manoel de Oliveira, uma visita ao romance Fanny Owen, numa cópia digital 4K, restaurada pela Cinemateca Portuguesa e exibida este ano no festival de Veneza.

Enquanto exibidor, Paulo Branco tem também programação fora de Lisboa, em Braga, Coimbra, Setúbal, Figueira da Foz e Porto

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