Louis Vuitton elimina peças inspiradas em Michael Jackson da colecção de Verão

Esta decisão da marca ocorre no seguimento das acusações de abuso sexual alegadamente levadas a cabo pelo cantor norte-americano.

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REUTERS/Benoit Tessier

Dois meses depois da estreia do documentário que revelou as acusações de abuso sexual a Michael Jackson, a casa de moda francesa Louis Vuitton decidiu retirar da colecção de homem de Verão 2019, as peças inspiradas no cantor.

A colecção foi apresentada em Janeiro, durante a Semana da Moda de Paris, e chegará às lojas em Junho, mas o porta-voz da marca afirmou que os produtos inspirados no cantor de Thriller não verão a luz do dia. A marca justificou que à altura do evento, não estava ciente dos factos documentados em Leaving Neverland, onde dois homens confessam ter sido violados por Michael Jackson.

“Tenho noção de que o documentário causou reacções emocionais. Pessoalmente, condeno estritamente qualquer forma de abuso infantil, violência ou infracção contra quaisquer direitos humanos”, afirmou em comunicado Virgil Abloh, designer de roupas masculinas da Louis Vuitton.

O criador norte-americano contratado pela casa francesa em Março do ano passado, confessou que a sua intenção para esta colecção era referir-se a Michael Jackson enquanto artista da cultura pop.

O documentário Leaving Neverland causou reacções negativas contra o legado de Michael Jackson. Algumas estações de rádio deixaram de passar os seus êxitos e a série The Simpsons  está a retirar de futuras transmissões, um episódio no qual aparece a sua voz. A família Jackson já reagiu às acusações feitas em Leaving Neverland e à cobertura dos media, afirmando serem um “linchamento público” e alegando que o artista pop é “100% inocente”.

“Nos consideramos que as acusações feitas no documentário são profundamente perturbadoras”, declarou o CEO da Louis Vuitton, Michael Burke, acrescentando que a empresa está totalmente comprometida em defender a causa do bem-estar infantil. 

A Louis Vuitton é a maior marca de luxo do mundo, com vendas anuais que chegam aos dez mil milhões de euros, e a maior fonte de lucro da empresa-mãe francesa, o grupo LVMHA secção de homem é uma pequena parte do negócio, pelo que a supressão dos produtos inspirados em Michael Jackson não deverá causar grande impacto na empresa.

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