Web Summit arranca com greves e protestos

Entre condicionamentos ao trânsito, greves do Metro e Soflusa, protestos de polícias e professores, a Web Summit arranca esta segunda-feira, no Parque das Nações, e espera casa cheia com 70 mil pessoas.

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A zona da Expo estará sujeita a condicionamentos de criculação desde domingo Ricardo Lopes

A Web Summit chega a Lisboa, para a sua terceira edição na capital, e traz consigo alterações e restrições à mobilidade, que se farão sentir um pouco por toda a cidade. A greve parcial dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, convocada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans),e agendada para dia 6 de Novembro, inicia-se às 6h30 e prolonga-se até às 9h30, hora em que a circulação do Metro retoma o normal funcionamento. A 8 de Novembro, o último dia do evento que espera receber 70 mil pessoas, o Metro estará novamente parado devido a greve parcial dos funcionários da empresa, avança Anabela Carvalheira, da Fectrans.

A dirigente da Fectrans, em declarações ao PÚBLICO, afirma que a marcação da greve para o segundo e último dia da Web Summit “nada tem que ver com a realização do evento” e que os trabalhadores da empresa “usufruindo do seu direito à greve, tentarão não causar transtornos”. A sindicalista referiu ainda que, se objectivo da paralisação fosse causar complicações à realização do evento, “teria sido decretada uma greve durante todo o dia de terça-feira” e, consequentemente, de quinta-feira. A dirigente considera, pois, que cabe ao Governo e à administração do Metro de Lisboa resolverem os problemas apontados "para que não haja mais transtornos".

O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) estará presente na Web Summit numa acção de protesto. Fonte da organização sindical informou o PÚBLICO de que “serão distribuídos folhetos a alertar as pessoas, locais e visitantes, que Portugal não é um país tão seguro como aparenta e que ilustrem o desinvestimento que se faz sentir nas forças de segurança pública, nomeadamente na PSP”.

 O PÚBLICO já havia noticiado que vários agentes da PSP tinham comprado bilhete para entrar na Web Summit, contudo, não foi confirmado se os cerca de 150 agentes que se irão deslocar ao local continuarão a acção dentro das paredes da Altice Arena ou se se ficarão apenas pelas imediações.

Outra paralisação que atinge a cidade é a greve parcial dos trabalhadores da área comercial da Soflusa, a empresa responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, que se mantem agendada para esta segunda-feira, dia 5 de Novembro, e visa reivindicar, segundo comunicado divulgado no site, “a valorização da carreira de agente comercial e a formação em novas aplicações a nível de bilheteira e a contratação de novos trabalhadores”.

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) também estará presente no evento realizado no Parque das Nações. O sindicato dos professores estará no local para entregar mensagens, em inglês e português, nas zonas de acesso ao antigo Pavilhão Atlântico, para explicar aos visitantes que “estão num país que não respeita os professores”, noticia a Lusa.

Trânsito condicionado em Lisboa a partir de domingo

A PSP, à semelhança de anos anteriores, anunciou a adopção de medidas de segurança adicionais e cortes à circulação do trânsito em vários acessos da cidade. Os condicionamentos à circulação afectam toda a zona envolvente do Parque das Nações. A Alameda dos Oceanos, no sentido norte-sul, entre a Rotunda dos Vice-Reis e a Avenida do Índico, é circulável, contudo, a circulação está cortada na Alameda dos Oceanos junto à FIL, entre o Pavilhão de Portugal e a rotunda dos Vice-Reis (sentido sul-norte).

Está também fechada a Rua do Bojador, no troço entre a Altice Arena e a Feira Internacional de Lisboa (troço nascente-poente) e a Avenida do Atlântico, entre a FIL e a Praça Sony. Estão condicionadas a Rua do Bojador entre a Avenida da Boa Esperança e a Altice Arena e a Avenida da Boa Esperança entre a Rotunda dos Vice-reis e o Hotel Myriad. A PSP alerta, ainda, para eventos associados à Web Summit, que podem provocar congestionamento de trânsito nas zonas do Bairro Alto, Cais do Sodré e zonas próximas da Lx Factory, em Alcântara.

A força de segurança recomenda a utilização de transportes públicos aos vistantes que adquiriram bilhetes para o evento.

Carris e mytaxi em projecto-piloto de transporte público

Com a mobilidade na cidade a ser sempre uma questão premente no decorrer da cimeira dedicada à inovação e empreendedorismo, a Carris e a mytaxi levam a cabo uma parceria que permite a partilha de viagens até quatro passageiros, com um preço máximo de cinco euros por utilizador.

O Metro, CP e Carris informaram que organizaram uma presença física com equipas para prestar informações sobre as principais soluções de deslocação e oferta de bilhetes criados para os visitantes do evento. De 3 a 6 e de 5 a 7 de Novembro estarão presentes no aeroporto e Gare do Oriente, respectivamente, várias equipas para auxiliar os visitantes.

Tal como na edição passada, foram criados títulos de viagem exclusivos para o evento: há um bilhete de três dias, válido durante as 24 horas de cada dia, na Carris, CP e Metro, que custa 20 euros e outro válido durante cinco dias, com um valor de 30 euros.  Há ainda bilhetes online disponíveis, que contam com um desconto adicional de 7,5% e 16,7%.

Este será também o primeiro ano em que as plataforma electrónicas de transporte de passageiros têm a actividade regulada. A Taxify lançou uma nova categoria de serviço para grupos, com automóveis que têm capacidade para transportar até seis passageiros.