Arde a única freguesia de Figueiró dos Vinhos que tinha escapado ao fogo de Pedrógão

O fogo de Alvaiázere, distrito de Leiria, voltou a alastrar ao concelho vizinho de Figueiró dos Vinhos. A situação mantém-se preocupante a poucos quilómetros dali, em Ferreira do Zêzere, onde várias pessoas tiveram de ser retiradas de casa.

Figueiró dos Vinhos tinha sido fortemente afectada pelo incêndio de Pedrógão Grande, em Junho
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Figueiró dos Vinhos tinha sido fortemente afectada pelo incêndio de Pedrógão Grande, em Junho Adriano Miranda/ARQUIVO

O fogo que deflagrou na sexta-feira em Alvaiázere, distrito de Leiria, voltou a registar grande intensidade neste domingo no concelho vizinho de Figueiró dos Vinhos, tendo chegado a Arega, a “única freguesia que tinha sido poupada” ao incêndio de Junho em Pedrógão Grande, afirma o chefe de gabinete da autarquia, Gonçalo Brás.

Os operacionais tiveram de proceder "à defesa perimétrica de habitações" nas localidades de Vale do Prado e Brejo, no concelho de Figueiró dos Vinhos, face ao avanço do fogo que começou em Alvaiázere, distrito de Leiria. "Não foi preciso retirar pessoas", acrescentou Patrícia Gaspar.

"É a última mancha florestal do concelho que está a arder. Já tínhamos perdido mais de dez mil hectares. Agora, não sei quanto vai arder. É complicado", lamentou Gonçalo Brás.

A 20 quilómetros dali, o incêndio que lavra em Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, obrigou à retirada de "algumas pessoas" na aldeia de Dornes, face à passagem das chamas pela localidade, disse à agência Lusa a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, sublinhando que este fogo e o que começou no concelho vizinho de Alvaiázere eram "os mais problemáticos", às 16h30.

Os incêndios que começaram em Alvaiázere e Ferreira do Zêzere são combatidos, cada um, por mais de 300 operacionais, tal como o incêndio que continua a lavrar em Miranda do Corvo, distrito de Coimbra.

Este fogo, que começou em Torres do Mondego, Coimbra, e que passou para Miranda do Corvo, "avança rapidamente com muitas projecções", disse à Lusa fonte da autarquia de Miranda do Corvo, sublinhando que, para além deste incêndio que lavra no norte do concelho, surgiu, perto das 16h00, outro foco de incêndio a sul, que arrancou "com grande força".

De acordo com a página da Protecção Civil, esse segundo incêndio começou na localidade de Barbéns e já mobiliza 52 operacionais e dez veículos.