Costa enxerta “roubalheira” do BPN e submarinos na campanha

Líder do PS insistiu na subida do défice e classificou governação de Passos como uma “fraude”.

Fotogaleria
Fotos Paulo Pimenta
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria

O secretário-geral já está a usar munição pesada no ataque à coligação de direita. A propósito dos dados do INE revelados esta terça-feira, António Costa foi buscar os polémicos casos do passado, ligados aos dois partidos de direita para levantar a sala do comício, organizado em Vila do Conde.

O socialista classificou os números do défice como um embuste: Os resultados deste Governo foram uma fraude e já não há mentira que disfarce essa fraude", atirou.

Mas foi na reacção às justificações sobre os 7,2% de défice que Costa disparou forte contra a coligação. "Então também não era um mero registo contabilístico quando os nossos défices aumentaram porque tivemos de registar os submarinos que Paulo Portas comprou? E não era um mero registo contabilístico quando tivemos de mobilizar dinheiro para estabilizar o sistema bancário, depois das brincadeiras e roubalheiras dos amigalhaços do BPN (Banco Português de Negócios)?", questionou o líder socialista para gáudio da assistência do comício.

A iniciativa a Norte contou ainda com um dos históricos autarcas do PS. Mário Almeida, que foi presidente da câmara de Vila do Conde, recordou também os novos números do défice para atacar PSD e CDS. "Como é que é possível que essa gente [PSD/CDS-PP] possa ser premiada e ganhar de novo as eleições?", questionou depois de ter instado o PS a lutar pelos indecisos que estavam “cansados” da política. Ainda assim, mostrou-se convicto de que acabariam por mostrar que tanto PSD e CDS-PP "não podem continuar" à frente do executivo por terem “maltratado” os eleitores "nestes quatro anos”.