Há cada vez mais britânicos a defender um segundo referendo

Sondagem divulgada pelo The Guardian mostra que 47% defendem que devem ter a oportunidade final para se pronunciarem.

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Resultado de uma nova votação seria incerto EPA/ANDY RAIN

Enquanto se vai desenhando a forma de o Reino Unido sair da União Europeia (UE), na sequência do referendo de 2016 sobre o “Brexit”, parece haver cada vez mais britânicos a defenderem uma nova oportunidade para se pronunciarem sobre a questão.

De acordo com uma sondagem da empresa ICM para o jornal britânico The Guardian, divulgada este sábado, 47% consideram que deve haver um segundo referendo, contra 34% que recusam reabrir a questão. Em Dezembro, numa sondagem mais pequena feita também pelos ICM/Guardian, 32% dos inquiridos defendiam a ideia de uma nova votação.

Os dados da sondagem publicada este sábado, feita junto de cinco mil pessoas, mostram que o “não” ao “Brexit” sairia vencedor neste momento, mas com uma margem curta: 51% dos votos, o que representa um valor inferior aos 52% do “sim” que ditaram o actual curso do país em Junho de 2016 e remete para um ambiente de incerteza sobre qual seria o resultado final caso uma votação avançasse de facto.

Segundo com jornal britânico, a diferença que se verifica face ao primeiro referendo deve-se aos eleitores que não puderam ou que não quiseram votar quando tiveram oportunidade, mantendo-se os dois blocos do “sim” e do “não” relativamente estáveis.

O tema de uma nova votação voltou à ordem do dia depois de, no dia 16 de Janeiro, o ex-líder do UKIP, Nigel Farage, ter sugerido que devia haver um segundo referendo para resolver a questão de uma vez por todas: o que, do seu ponto de vista, significaria uma vitória decisiva para a saída da UE.

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