“Vemos hoje as pessoas a ganhar mais, mas sem estarem mais felizes por isso”

Luís Onofre, presidente da Apiccaps, quer menos Estado na economia mas aceita uma intervenção mais “selectiva”. Os impostos preocupam-no, assim como o populismo ameaçar investimentos ambientais.

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Luís Onofre começou agora o terceiro mandato na presidência da associação dos industriais do calçado, componentes, artigos de pele e sucedâneos Nelson Garrido (Arquivo)
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Luís Onofre acaba de tomar posse para um terceiro mandato à frente da associação dos industriais do calçado, componentes, artigos de pele e sucedâneos (Apiccaps) e, na primeira entrevista após a tomada de posse, frisa que o Banco do Fomento não tem sido útil no apoio às empresas. Com a feira de Itália à porta, o sector chegará a Milão com 68 empresas após um ano não tão positivo quanto o de 2022, que foi um ano recorde na exportação. Em 2023, venderam-se menos dez milhões de pares para o mercado externo, uma quebra de 11,3% em quantidade e 8,2% em valor, mas com o preço médio a aumentar quase 3,5%, para 27,70 euros. Os cinco maiores produtores mundiais, que garantem 80% da produção anual, sofreram todos com o abrandamento económico do ano passado, com quebras superiores a Portugal, em percentagem. Por isso, o tom para 2024 é, para já, de optimismo moderado.

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