Incêndios florestais no Havai já fizeram 80 mortos

Autoridades norte-americanas lançaram novo balanço este sábado.

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A destruição provocada pelas chamas Reuters/SENATOR BRIAN SCHATZ VIA INSTAGR
Autoridades deslocaram pessoas de áreas afectadas
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Autoridades deslocaram pessoas de áreas afectadas Reuters/MARCO GARCIA
Ventos fortes provocaram intensificação do incêndio
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Ventos fortes provocaram intensificação do incêndio Reuters/MARCO GARCIA
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Os grandes incêndios florestais no arquipélago norte-americano do Havai já fizeram 80 mortos, uma subida face ao último balanço revelado pelas autoridades norte-americanas que apontava para 53 vítimas mortais. Este número pode voltar a subir nas próximas horas.

"O número de mortos subiu para os 80", declararam este sábado as autoridades do condado de Maui, acrescentando que cerca de 1.418 pessoas foram levadas para abrigos.

Milhares de pessoas foram deslocadas, depois de os incêndios terem sofrido uma intensificação provocada por ventos fortes: as estimativas apontam para uma área de 2200 hectares consumida pelo incêndio, com impactos em 3500 edifícios. Começam agora a fazer-se contas aos prejuízos, com a Sky News a avançar que apenas a passagem do furacão Iniki em 1992 terá feito mais estragos no arquipélago.

Foi declarado o estado de emergência na região, com uma operação de salvamento em curso para descobrir o paradeiro dos muitos desaparecidos. Foram ainda montados cinco abrigos temporários para as comunidades afectadas, mas as autoridades dizem que estes estão muito perto da lotação máxima.

Na madrugada desta sexta-feira (hora portuguesa, tarde de quinta-feira no Havai), o chefe da polícia de Maui, John Pelletier, tinha avisado que o número de mortos estava “a subir", adiantando que não seria possível localizar muitos dos desaparecidos nas próximas horas ou dias.

Segundo o governador do Havai, Josh Green, os postes de alta tensão foram incinerados, e mais de dez mil pessoas estão sem acesso a electricidade em Maui. O mesmo responsável disse que o restabelecimento da situação nas zonas afectadas pode demorar semanas ou meses.

Os fogos sucessivos dos últimos dias em Maui começaram na noite de segunda-feira (hora local, manhã de terça-feira em Portugal) em Makawao, uma zona rural com sete mil habitantes na zona Norte da ilha.

Estes incêndios são mesmo os mais mortais nos EUA desde o de 2018, em Camp Fire, no Estado da Califórnia, que provocou 85 mortos e reduziu a cinzas a cidade de Paradise.

Os riscos da cidade de Lahaina quanto a incêndios eram bem conhecidos. O plano de mitigação do condado de Maui, actualizado em 2020, identificou Lahaina e outras comunidades na parte ocidental de Maui como tendo frequentes incêndios e um grande número de edifícios em risco de sofrerem estragos por estes incêndios. Com Lusa

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