Carro made in Portugal foi o campeão europeu de vendas em Julho

Vendas do T-Roc, feito em exclusivo na fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, cresceram 15% em Julho e impulsionam este modelo para a liderança, que era do Peugeot 208.

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Imagem do T-Roc no ano do seu lançamento, em 2017 Reuters/KAI PFAFFENBACH (arquivo)

O Volkswagen T-Roc foi o modelo mais vendido na Europa no mês de Julho, de acordo com os dados compilados pela empresa Dataforce. A marca germânica vendeu 19.130 unidades deste pequeno SUV que é produzido na Autoeuropa, de Palmela (no distrito de Setúbal), o que traduz uma subida homóloga de 15% face ao mesmo mês de 2021.

Portugal tem o exclusivo deste modelo (com excepção do mercado chinês e da versão cabriolet, feita em Osnabrück, na Alemanha) pensado sobretudo para o mercado europeu. Em termos acumulados, as vendas do T-Roc em 2022 até estão 14% abaixo face às vendas de há um ano, mas este carro made in Portugal é o modelo mais vendido na Europa pela Volkswagen, com 105.939 unidades comercializadas entre Janeiro e Julho. Em segundo lugar está o VW Golf, com 104.315 unidades.

A liderança europeia não é acompanhada em Portugal, onde o T-Roc era apenas o 41.º modelo mais vendido entre Janeiro e Junho (atrás de outros modelos da marca como o T-Cross e o Polo). Trata-se de um modelo fundamentalmente destinado à exportação e que desde que começou a ser produzido levou a Autoeuropa ao seu melhor ciclo produtivo, com recordes sucessivos no número de unidades montadas.

Em Agosto, a marca de Wolfsburgo apresentou uma nova versão do T-Roc, em edição especial dedicada ao mercado português, baptizada VW T-Roc@pt. Mas, em Portugal, a liderança comercial é desde o ano passado da Peugeot – e assim continua a ser, segundo os dados do mercado nacional relativos a Agosto, que foram divulgados esta tarde pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal.

Os números dizem que, depois de um primeiro semestre bastante difícil (quebra de 9,4% em termos homólogos), as vendas de Agosto voltaram a crescer, empurrando o mercado nacional para cima pelo segundo mês consecutivo.

Em Julho, houve 16.897 novas matrículas, um aumento homólogo de 18,8%. Segue-se agora em Agosto (um mês em que o volume de vendas costuma ser menor) mais 13.214 novas matrículas, uma subida de 32,1% em termos homólogos.

Olhando para o principal mercado, o dos ligeiros de passageiros, foram matriculados 11.349 automóveis novos, o que traduz um aumento ainda mais expressivo, de 42,4% em termos homólogos.

Já no mercado dos ligeiros de mercadorias, as vendas caíram 20,2%, para 1450 unidades. Nos veículos pesados, as vendas praticamente duplicaram face às de há um ano, com 415 novas matrículas (+93%).

Apesar destas variações homólogas positivas, a ACAP regista que o mercado automóvel continua longe dos valores pré-pandemia. Isto porque, entre Janeiro e Agosto, o mercado ganhou 120.093 novos veículos e “ainda regista uma quebra de 36,3% face ao período homólogo de 2019”.

Em termos de energia, 9,9% dos veículos ligeiros de passageiros novos são eléctricos (BEV), refere a ACAP, em comunicado. No primeiro semestre, a quota de mercado dos BEV já era de 10%.

Os carros a gasolina têm a maior quota de mercado este ano, entre os ligeiros de passageiros, representando 43,2% das vendas. Os carros com motor diesel representam 18,4% das vendas e as chamadas energias alternativas são os restantes 38,4%, com 9,6% de híbridos plug-in (PHEV) e 16% de híbridos não recarregáveis por tomada (HEV).

Por marcas, a Peugeot mantém-se na liderança mensal e anual das vendas de ligeiros de passageiros, com a Renault em segundo lugar, à frente da Mercedes, Toyota e BMW, que ocupam o 3.º, 4.º e 5.º lugares do ranking mensal e anual de vendas.

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