“Na Indonésia, o extermínio de um milhão de pessoas ainda borbulha à superfície”

No seu primeiro livro, O Método Jacarta, o jornalista norte-americano Vincent Bevins sugere um reenquadramento da Guerra Fria. No centro da história põe o extermínio de comunistas no chamado “Terceiro Mundo”, na segunda metade do século XX, para analisar a forma como esses massacres moldaram o passado e continuam a moldar o presente.

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Bettmann/Getty Images

Magdalena Kastinah era uma rapariga como tantas outras. Filha de camponeses, era muçulmana como a maior parte dos habitantes da ilha de Java, na Indonésia; gostava de ouvir música como qualquer adolescente. Mas, quando tinha apenas 15 anos, a mãe morreu e teve de começar a trabalhar. Um ano mais tarde, incapaz de juntar dinheiro na aldeia onde vivia, mudou-se para a capital, Jacarta. Dizia-se que era mais fácil encontrar emprego lá. E era.

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