PCP afasta-se do governo da “Rússia capitalista”, mas condena a “escalada belicista” do Ocidente

No comício do 101º aniversário do PCP que encheu o Campo Pequeno, o líder comunista afirmou ser “uma calúnia” dizer que o partido apoia a invasão da Ucrânia. Mas se se demarcou do regime de Putin, foi aos EUA que mais apontou o dedo.

NFS Nuno Ferreira Santos - 06 Marco 2022 - Comemoracoes do 101 Aniversario do PCP Partido Comunista Portugues no Campo Pequeno�
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Comício dos 101 anos do PCP realizou-se no Campo Pequeno Nuno Ferreira Santos
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Comício dos 101 anos do PCP realizou-se no Campo Pequeno Nuno Ferreira Santos
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Comício dos 101 anos do PCP realizou-se no Campo Pequeno NFS Nuno Ferreira Santos
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“O PCP está do lado da paz, não da guerra”. A frase dita por Jerónimo de Sousa no comício do 101.º aniversário do partido dava eco ao grito de “paz sim, guerra não” repetido pelos comunistas durante toda a tarde, dentro e fora do Campo Pequeno, em Lisboa.

Todo o comício de encerramento das comemorações do centenário do mais antigo partido português estava marcado pela chuva de críticas aos comunistas depois de os seus eurodeputados terem votado contra a resolução do Parlamento Europeu contra a invasão da Ucrânia pela Rússia e pela dificuldade do PCP em criticar claramente a decisão de Vladimir Putin.

A resposta definitiva chegou em dia de festa: “O PCP não apoia a guerra. Isso é uma vergonhosa calúnia”, disse Jerónimo, garantindo que “o PCP não tem nada a ver com o governo russo e o seu presidente”, pois “a opção de classe do PCP é oposta à das forças políticas que governam a Rússia capitalista e dos seus grupos económicos”. Os militantes responderam com sucessivas salvas de palmas.

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Jerónimo de Sousa não hesitou em condenar a guerra na Ucrânia – “uma guerra que urge parar e que nunca deveria ter começado” -, assim como “a violação dos princípios do direito internacional, da Carta da ONU e da Acta Final da Conferência de Helsínquia, princípios que o PCP sempre defendeu”.

Mas foi o Ocidente, sobretudo aos EUA, quem mais responsabilizou. Apontou “todo um caminho de ingerência, violência e confrontação” que diz ter começado no “golpe de Estado de 2014, promovido pelos EUA, que instaurou um poder xenófobo e belicista”, e que provocou “a recente intervenção militar da Rússia na Ucrânia e a intensificação da escalada belicista dos EUA, da NATO e da União Europeia.”

Criticou “a política de contínuo alargamento da NATO para o Leste da Europa”, considerou como “provocatórias” as “manobras e instalação de cada vez mais forças e meios militares junto às fronteiras da Rússia” e lançou a questão: “Vale a pena perguntar a quem serve a guerra”.

“Não serve os ucranianos, nem os russos, tão pouco os restantes povos europeus. Não serve à humanidade. Serve sim a administração norte-americana e o seu complexo militar-industrial para desviar atenção dos problemas internos, para vender armas em larga escala, para se aproveitar económica e militarmente de uma guerra a milhares de quilómetros das suas fronteiras”, afirmou, sob os apupos dos militantes.

Antes de mudar de assunto, o líder do PCP apelou à mobilização dos portugueses pela paz, solidariedade e ajuda humanitária às populações, mas sem a “confundir com o apoio a grupos fascistas e neonazis”. Pedindo iniciativas que contribuam “para o cessar-fogo e para um processo de diálogo com vista a uma solução negociada para o conflito”, apelou à dissolução da NATO, ao “fim das sanções e dos bloqueios” e também o fim das armas nucleares.

PS volta a ter “políticas de direita”

A segunda metade do discurso de cerca de 40 minutos foi voltada para a defesa da “política patriótica e de esquerda” que, segundo Jerónimo de Sousa, desaparece agora da governação do país devido à maioria absoluta do PS. Para o líder do PCP, o novo governo irá agora prosseguir apenas “políticas de direita”. “Não se trata de qualquer processo de intenção”, afirmou: “São as suas orientações programáticas que o afirmam”, por serem “a favor dos grupos económicos e financeiros e de submissão à União Europeia e ao euro que condicionam e constrangem o desenvolvimento do país”.

Ainda o Governo não tomou posse e o PCP já vê “as exigências de uma maior flexibilização do mercado de trabalho”, as “limitadas propostas de salário mínimo projectadas para as calendas, reduções de impostos sobre os lucros e mais dinheiro público para os seus negócios privados a pretexto da transição digital e energética.” “Os representantes do capital monopolista aí estão a apresentar a sua factura”, afirmou Jerónimo, debaixo de outra ovação.

Agora reduzidos a uma bancada parlamentar de seis deputados, os comunistas sabem que têm um “quadro difícil” pela frente, mas Jerónimo lembra que “este Partido Comunista Português nunca se quedou perante adversidades e dificuldades.” “Sabemos que enfrentamos adversários poderosos”, mas “cá estamos decididos a enfrentá-los convictos da nossa razão e com a força que ela nos dá”.

A festa do 101 aniversário terminou ao som dos hinos habituais, três horas depois de ter começado e depois de muitos momentos musicais a cargo de nomes como Luísa Bastos, Helder Moutinho e Catarina Moura.

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