O Orfeu de Cocteau escutado por Glass e visto por Hirsch

Depois de gorada a hipótese de criar uma ópera inédita com Philip Glass, o encenador brasileiro estreou a sua versão de Orphée, criação do compositor norte-americano inspirada pelo filme de Jean Cocteau. Esta quinta-feira e no sábado no CCB.

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As camadas de dimensão mitológica, mas também da ordem terrena alimentam o "Orphée" de Glass e os mesmos espelhos que pontuam o filme de Cocteau ocupam o palco do CCB ana clara miranda

Tudo começou por uma improvável ópera romântica. Em 2011, enquanto momento destacado nas comemorações do centenário do Teatro Municipal de São Paulo (TMSP), a sala brasileira convidou Felipe Hirsch a encenar Rigoletto, de Verdi. Hirsch, que em Portugal conhecemos através do díptico Tragédia e Comédia Latino-Americana – uma épica escalpelização da identidade brasileira a partir de autores latino-americanos que passou pelo Teatro São Luiz –, trabalhou com a sua habitual parceira criativa Daniela Thomas, responsável pelo cenário dessa “montagem bem radical” de Rigoletto, nas palavras do encenador.

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