Ainda tem notas de escudos? Prazo para troca das últimas notas termina a 28 de Fevereiro

Banco de Portugal estima que ainda há 11,4 milhões de notas por trocar, no valor de 95 milhões de euros. Cuidado com eventuais tentativas de fraude, alerta

Foto
Nota de dez mil escudos, da série Descobrimentos Nuno Ferreira Santos

O Banco de Portugal (BdP) faz um novo alerta para a possibilidade de troca de cinco notas em escudos, todas da série dos Descobrimentos, pelo contravalor em euros, até ao próximo dia 28 de Fevereiro. Depois dessa data, as notas em causa deixam de poder ser trocadas por euros.

Em Novembro passado, o BdP anunciou que ainda existiam 11,4 milhões de notas, no valor de 95 milhões de euros, nas mãos de particulares ou outras entidades.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o BdP lembra que no dia 1 de Março de 2022 prescrevem estas notas, que correspondem à última série de notas de escudo (a série dos Descobrimentos). As notas de escudos de séries anteriores, bem como as moedas de escudos, já prescreveram, ou seja, já não podem ser trocadas por euros.

A troca pode ser feita presencialmente, nas tesourarias do Banco de Portugal, ou por correio, como é explicado neste vídeo, onde também se alerta para eventuais fraudes: “Ninguém está mandatado para ir a casa dos particulares recolher notas para troca em nome do Banco de Portugal ou de outro banco. Em caso de dúvida, contacte por telefone (+351 213 130 000) ou por e-mail (info@bportugal.pt)”, esclarece o banco central.

As cinco notas que ainda podem ser trocadas são as de 10.000 escudos, com a imagem ou efígie do Infante D. Henrique (chapa 2), que pode ser trocada por 49,88 euros; a de 5000 escudos, com a efígie Vasco da Gama (chapa 3), por 24,94 euros; a de 2000 escudos, com efígie de Bartolomeu Dias (chapa 2), por 9,98 euros; a de 1000 escudos, com a efígie de Pedro Álvares Cabral (chapa 13), por 4,99 euros, e a de 500 escudos, com efígie João de Barros (chapa 13), por 2,49 euros.

O supervisor da banca lembra ainda que as notas danificadas ou mutiladas pertencentes à série dos Descobrimentos também podem ser trocadas por euros, desde que sejam apresentados fragmentos que permitam reconstituir, pelo menos, 75% da área total da nota em causa.

A troca presencial pode ser feita nas tesourarias do Banco de Portugal, em Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada e Porto, cujas moradas e horário de funcionamento podem ser consultados neste link.

Também pode ser feita por correio registado, através do serviço especial de valor declarado, para o endereço: Banco de Portugal, Departamento de Emissão e Tesouraria, Unidade Central de Operações com Numerário, Apartado 2001, 1101-801 Lisboa.

Neste último caso, é necessário colocar as notas a trocar num primeiro envelope e, depois de fechado, escrever, no exterior, “contém numerário” e indicar quais as notas enviadas para troca; de seguida, este envelope tem de ser colocado dentro de um segundo envelope, juntamente com uma carta onde é preciso incluir o nome de quem faz o pedido de troca, bem como o respectivo número de identificação, morada, telefone ou e-mail, e os dados necessários para a realização de transferência bancária do valor correspondente em euros – IBAN ou, no caso das contas domiciliadas no estrangeiro, Swift Code. Este segundo envelope deve ser enviado por correio registado, através do serviço de valor declarado, com data do carimbo dos CTT até 28 de Fevereiro de 2022, para a morada mencionada.

O euro foi criado em 1 de Janeiro de 1999, tendo sido fixado, na altura, que um euro correspondia a 200,482 escudos. Três anos depois, o euro entrou em circulação em 12 Estados-membros. Hoje há 19 Estado-membros na zona euro.

Sugerir correcção
Comentar