A lufada de ar fresco na campanha

Não é só na diversidade de propostas, na riqueza dos argumentos, no elenco das prioridades ou no empenho da razão que esta campanha se começa a distinguir. Distingue-se também pela sensação de que o debate político em Portugal regressou à normalidade europeia.

Os receios de uma campanha vazia, dominada pelos slogans populistas da extrema-direita, carente de ideias, argumentos ou programa e subordinada aos critérios dos combates de boxe estão cada vez mais distantes. Num raro sopro de optimismo, João Miguel Tavares dizia até que o leque de escolhas e o debate vivo e intenso é “bastante mais do que aquilo a que temos tido direito nos últimos 25 anos”. Não é só na diversidade de propostas, na riqueza dos argumentos, no elenco das prioridades ou no empenho da razão que esta campanha se começa a distinguir. Distingue-se também pela sensação de que o debate político em Portugal regressou à normalidade europeia. Há uma lufada de ar fresco que o torna mais respirável.

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