O que podem fazer as vacinas de segunda geração por um mundo cada vez mais vacinado?

Há 35 vacinas em ensaios clínicos de grande escala e outras 46 em estudos para aferir o grau de eficácia. As vacinas de segunda geração podem chegar em 2022 e ser mais baratas, fáceis de produzir, transportar e administrar. Não serão melhores ou piores do que as vacinas já disponíveis, mas podem ajudar a resolver a escassez desproporcional que ainda se sente em muitos países.

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Reuters/MATIAS BAGLIETTO

A primeira geração de vacinas contra a covid-19 cumpriu (e continua a cumprir) o seu propósito de uma forma que poucos esperavam, mas que muitos sonhavam: conseguiu pôr, em muitos países, um travão no avanço desta doença. Mas é insensato ignorar o risco de surgirem novas variantes do SARS-CoV-2, que se espalham mais rápido e nos atingem com mais força do que as anteriores, e, nesse cenário, as vacinas de ARN-mensageiro, criadas pela Pfizer e pela Moderna, e as vacinas de adenovírus, da AstraZeneca e Janssen​, podem não ser suficientes para conter a pandemia. Embora a distribuição destas vacinas pelo mundo deva continuar a todo vapor, esta pode ser a altura de perguntar o que se segue e o que podem as vacinas de segunda geração fazer por um mundo cada vez mais vacinado.

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