Dietas rica em plantas podem reduzir o risco de doenças cardíacas em 52%

Pessoas que comem dietas ricas em plantas escolhem alimentos de fontes vegetais, mas também ocasionalmente consomem alguns produtos de origem animal

Foto
Nelson Garrido

O segredo, entre os jovens, para um coração mais saudável, pode passar por fazer uma dietarica em plantas (“plant based”, em inglês). Uma alimentação à base de vegetais, frutas frescas e oleaginosas reduz risco de doenças cardiovasculares em 52%, revela um estudo publicado no Journal of the American Heart Association.

O estudo acompanhou 4946 adultos, com idades entre 18 e 30, durante 32 anos, e mostra que aqueles cujas dietas regularmente incluíam plantas nutricionalmente mais ricas e menos produtos de origem animal não saudáveis (como carnes com alto teor de gordura), eram menos propensos a desenvolver doenças cardíacas. Mesmo as pessoas que, à medida que envelheceram, mudaram para essa dieta, alcançaram benefícios de protecção do coração, independentemente da qualidade da sua dieta original.

Um outro trabalho, também publicado no mesmo jornal revela que mulheres que comeram mais alimentos vegetais tiveram benefícios semelhantes na pós-menopausa. Este estudo envolveu 123.330 mulheres que tinham, em média, 62 anos e foram acompanhadas ao longo de 15 anos.

As que mais aderiram a uma dieta específica de alimentos vegetais conhecidos por reduzir o colesterol tiveram 11% menos probabilidade de desenvolver qualquer tipo de doença cardiovascular. Além disso, reduziram o risco de insuficiência cardíaca em 17% e de doença coronária em 14%, em comparação com aquelas que eram menos preocupadas com a sua alimentação. As dietas à base de plantas não são iguais às dietas vegetarianas ou veganas.

Pessoas que comem dietas ricas em plantas escolhem alimentos de fontes vegetais (nozes, sementes, óleos, grãos inteiros, legumes e feijões), mas também ocasionalmente consomem alguns produtos de origem animal (como aves ou peixes não fritos, ovos e baixo teor de gordura e lacticínios).

Sugerir correcção
Ler 1 comentários