País ainda tem muita margem para pôr mais gente a fazer compostagem

Vários empresas de gestão de resíduos e municípios têm projectos de compostagem doméstica ou comunitária. Mas Portugal ainda está aquém do total de alojamentos com potencial para, desta forma, reduzir o lixo que é preciso tratar.

Foto
Há inúmeros projectos de compostagem no país, dirigido a famílias ou comunidades. asm ADRIANO MIRANDA

Na cidade do Porto há um novo contentor castanho em vários ecopontos, que abre com um cartão magnético, e no qual os moradores das redondezas podem depositar resíduos orgânicos, para posterior compostagem industrial, na Lipor. O sistema está a dar os primeiros passos, a par de outro, que ganha espaço em várias cidades do país, a recolha porta-a-porta deste tipo de “lixo”. Mas não sendo viável, economicamente, captar a fracção orgânica de todo o parque habitacional, num país de urbanização dispersa, vamos obrigatoriamente assistir, nos próximos anos, a um incremento da compostagem doméstica e da sua vertente comunitária. Que chega ainda a uma parte pouco significativa dos lares que têm condições para a fazer.