A MO desafia a devolver a máscara antiga e pagar um euro pela nova

A marca de moda portuguesa foi responsável pela criação das máscaras MOxAd-Tech.

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Gayatri Malhotra/Unsplash

A MO foi a responsável pela criação das máscaras MOxAd-Tech, anunciada como a primeira máscara social que inactiva o coronavírus. Esta é reutilizável, mas com uma vida limitada pois deixa de servir o efeito ao final de cinco lavagens. Por isso, agora, pode ser trocada por uma nova, pela qual o consumidor paga um euro. 

Estas protecções, criadas há cerca de um ano, foram as primeiras máscaras têxteis e reutilizáveis que, anunciou então a marca, têm propriedades antimicrobianas que neutralizam o vírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19. Desenvolvidas no âmbito de uma parceria entre a marca de vestuário, pertencente ao grupo Sonae (proprietário do PÚBLICO), a fabricante Adalberto, o centro tecnológico CITEVE, o Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes e a Universidade do Minho, encontram-se à venda por dez euros.

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A proposta da marca de retalho é que os consumidores as entreguem nas lojas. Todas as máscaras recolhidas serão direccionadas para reciclagem. O objectivo é reduzir o desperdício, numa prática de economia circular que permitirá dar uma nova vida a estes produtos, depois de gastos. A iniciativa está inserida no mais recente projecto da marca de roupa – MOre –, uma plataforma onde se poderão seguir as acções de sustentabilidade e os compromissos da empresa neste âmbito, e que o público poderá consultar.

“A marca acredita que o contributo de todos é essencial para um futuro sustentável, bastando dar um pouco mais de todos nós, mais pelo planeta, mais por quem precisa — e partilhando activamente o que se está a fazer para uma consciência global e inspiração conjunta”, pode ler-se no comunicado da MO. A marca anuncia ainda que no seu caminho para reduzir a pegada ambiental pretende, até 2025, ter 30% dos seus produtos com origem sustentável; e até 2030, reduzir 69% de emissões de CO2.

A pandemia de covid-19 permitiu, por um lado, uma redução global das emissões atmosféricas, mas trouxe, por outro, a propagação do uso de produtos descartáveis. Entre eles, as máscaras. De acordo com a secretária de Estado do Ambiente, Inês Santos Costa, tem-se recorrido a cerca de 150 milhões de máscaras descartáveis por mês em Portugal. “Se 1% for depositado incorrectamente [fora dos contentores de lixo indiferenciado], são seis toneladas de plástico a entrar nos nossos solos, rios, ribeiros e no nosso mar todos os meses”, disse ainda.

Luvas, batas, desinfectantes, ou artigos como copos para café e embalagens de refeições take away são outros dos exemplos de produtos cujo consumo cresceu desde que a pandemia começou, no final do ano de 2019.


Texto editado por Bárbara Wong